Iniciado na semana passada, o 41º Salão do Artesanato Paraibano promete novidades, com um recorde no número de expositores inscritos para apresentar seus trabalhos. Estarão presentes na estrutura montada em frente ao Hotel Tambaú, em João Pessoa, capital do estado, 600 expositores.
Entre as novidades do Salão do Artesanato Paraibano estão as peças artesanais que nasceram a partir de oficinas ministradas, em parceria com o Sebrae-PB, ao longo de 2025 por nomes como o do estlista Ronaldo Fraga, que criou, com as artesãs, uma coleção de crochê; Lu Azevedo, que vem com o labirinto; Renato Imbroisi, com a renda renascença; e Sergio Mattos, com a cerâmica das louceiras de Cajazeiras, arte considerada Patrimônio Imaterial da Paraíba, por meio de uma lei sancionada pelo governador João Azevêdo.
6 mil metros quadrados
Outra grande novidade está na estrutura, que foi ampliada e chegou a 6 mil metros quadrados de área coberta, iniciativa que possibilitou também a ampliação no número de expositores, que saltou de 500 para 600, abrindo mais oportunidades para a geração de renda.
As atrações culturais, que movimentam a Praça de Alimentação do 41° Salão do Artesanato Paraibano, também têm novidade.
As mulheres ganharam ainda mais espaço, com iniciativas como o Projeto Quinta Delas. Nesse dia da semana, apenas cantoras e grupos culturais femininos sobem ao palco, como adiantou a presidente da Fundação Espaço Cultural (Funesc), Bia Cagliani, na terça-feira (6), durante o lançamento do evento. Serão cerca de 30 atrações ao longo de todo o Salão.
Público
Ao longo do ano, o Salão do Artesanato Paraibano tem duas edições — em janeiro, em João Pessoa, e em junho, em Campina Grande.
Ambos os períodos são de alta temporada. João Pessoa, por conta do verão e das férias de janeiro; e Campinha Grande, por conta dos festejos do Maior São João do Mundo.
Por isso, o evento é sempre promissor quando o assunto é geração de renda.
Durante todo o ano, a artesã Maria Helena Pereira reforça a produção das peças de bordado com um time formado pela mãe, o pai, a irmã e mais uma amiga.
"Em outubro, a gente intensificamos mais ainda o ritmo de trabalho para que, quando chegasse esse momento, tudo estivesse pronto. E graças a Deus deu tudo certo. Estamos com muitas peças, e esse contato com o público, com turistas, com amigos, não tem preço. Vender é muito bom, mas a troca dessa energia é melhor ainda", externou.
Falando em nome de todos os artesãos, Tereza Santos, uma das homenageadas do mosaico, destacou: "Ser homenageada neste Salão é uma honra. É uma honra não apenas porque valida o nosso trabalho, mas porque também nos oferece oportunidade, visibilidade, reconhecimento, impulsionando as vendas."
Tão logo abriu, já era grande a movimentação pelos corredores do Salão do Artesanato.
De Americana, interior de São Paulo, Líbano Ribeiro se disse encantado com o que viu. "Esse encontro com aquilo que eu considero a síntese da cultura paraibana, que é o artesanato, foi incrível. As peças de muita qualidade — sem falar no preço. Acabamos de adquirir uma peça que lá em São Paulo custaria uns R$ 2 mil; aqui foi R$ 980,00", contou.
"Estar num espaço como esse, para quem trabalha com decoração de eventos como eu, é inspiração, ver a riqueza de detalhes que eles colocam é fantástico", emendou o decorador de eventos Osmir Santos, também de São Paulo.
O 41º Salão de Artesanato Paraibano foi aberto oficialmente na sexta-feira (9) pelo governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB).
O salão ficará na área reservada em frente ao Hotel Tambaú até o dia 1º de fevereiro. O ingresso é feito com a doação de um quilo de alimento não perecível.
Governo da Paraíba