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Polícia Científica de Alagoas bate recorde em investimentos

A Polícia Científica de Alagoas encerrou 2025 com um recorde histórico em investimentos voltados à modernização e ao fortalecimento da perícia criminal.

Ao todo, foram captados R$ 7,7 milhões em recursos externos ao Tesouro Estadual, destinados à aquisição de equipamentos, tecnologia de ponta e expansão da capacidade técnica dos institutos periciais, consolidando o órgão como referência na gestão eficiente de verbas para segurança pública.

O volume de recursos chama atenção não apenas pelo valor, mas também pela origem: a totalidade do montante foi captada fora do Tesouro Estadual, por meio de convênios e fundos nacionais, evidenciando uma gestão focada em planejamento e eficiência.

O balanço anual revela um avanço expressivo na execução de projetos financiados pelo Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). Em comparação aos anos de 2023 e 2024, quando a média de empenhos anuais ficou em torno de R$ 2,2 milhões, a Polícia Científica conseguiu dobrar esse desempenho em 2025, alcançando R$ 4,4 milhões em recursos empenhados apenas junto ao fundo federal.

O resultado consolida a instituição como uma das mais eficientes do estado na captação e aplicação de verbas externas destinadas à segurança pública.

Os investimentos foram direcionados, principalmente, à modernização tecnológica dos Institutos de Medicina Legal e de Criminalística. Entre os destaques está a aquisição de um scanner corporal Flatscan para o IML de Arapiraca, equipamento avaliado em R$ 1,3 milhão.

A tecnologia permitirá maior precisão e agilidade nos exames de necropsia, além de aprimorar a coleta de vestígios e ampliar a segurança das equipes periciais durante os procedimentos.

O Laboratório Forense do Instituto de Criminalística também recebeu reforço significativo com a compra de um Analisador Genético, um Espectrômetro por Transformada de Fourier (FT-IR) e três Cromatógrafos.

Os equipamentos são considerados essenciais para exames de alta complexidade nas áreas de genética, química e toxicologia forense, ampliando a capacidade de resposta da perícia em investigações criminais.

Já os setores responsáveis pelas Perícias de Local de Crime e de Microvestígios foram contemplados com um tablet multiespectral e três smartphones forenses, ferramentas que auxiliam na identificação e coleta de impressões digitais e vestígios biológicos em cenas de crime e objetos apreendidos.

Além dos recursos do FNSP, a Polícia Científica assegurou mais de R$ 2,1 milhões por meio de convênio com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), além de R$ 507 mil oriundos de emendas parlamentares.

No fechamento do ano, também foram empenhados R$ 623.824,96 referentes a dois projetos financiados pelo Fundo Especial de Segurança Pública (Funesp), voltados ao fortalecimento da Informática Forense, especialmente nas perícias em dispositivos móveis.

A ampliação da estrutura técnica e tecnológica da Polícia Científica impacta diretamente a eficácia da persecução penal em Alagoas.

A produção de provas materiais mais robustas contribui para investigações mais precisas, fortalece os inquéritos policiais e amplia a capacidade de identificação de autoria.

O resultado alcançado ao longo de 2025 é atribuído a um planejamento estratégico contínuo e à atuação técnica especializada das equipes responsáveis pela elaboração e execução dos projetos.

A consolidação desses investimentos reforça o papel da Polícia Científica como pilar fundamental do sistema de segurança pública e da justiça criminal em Alagoas.