Seguindo a recomendação do Ministério da Saúde (MS), a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) ampliou o período de vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) na faixa etária de 15 a 19 anos.
A estratégia de âmbito nacional tem o objetivo de fazer o resgate vacinal dos adolescentes e jovens não vacinados contra a doença. As ações de imunização deste público devem ser realizadas pelas gestões municipais em todo o primeiro semestre deste ano.
O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus que afeta a pele e as mucosas, sendo a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo. Existem mais de 200 tipos de HPV, alguns dos quais podem causar verrugas genitais, enquanto outros estão associados a tumores malignos, como o câncer do colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta. As primeiras manifestações da infecção pelo HPV surgem entre, aproximadamente, 2 a 8 meses entretanto, a infecção pelo HPV não apresenta sintomas na maioria das pessoas.
Como parte do Calendário Nacional de Vacinação, a disponibilização do imunobiológico contra o HPV é realizada para população formada por crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, com o esquema de dose única.
Em Pernambuco, atualmente, a cobertura vacinal está em 76,88% para o sexo feminino e 63,81% para o masculino. A meta preconizada pelo órgão de saúde federal é de 90%.
No estado, o imunizante também é ofertado na estratégia estadual de Vacinação nas Escolas. A parceria entre as secretarias estaduais de Saúde e de Educação oportuniza o acesso e estimula a imunização da população dentro do ambiente escolar, proporcionando a elevação das coberturas vacinais. Em todo o ano letivo de 2025, foram aplicadas 10.686 de HPV em escolas.
O Ministério da Saúde reforça que a maneira mais eficaz de prevenir os danos causados pelo vírus HPV é por meio da vacinação. No SUS, a vacina é oferecida gratuitamente pelo Programa Nacional de Iminunizações (PNI), para crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos, pacientes oncológicos, vítimas de violência sexual com idades entre 9 e 45 anos, pessoas imunossuprimidas, como individuos portadores do vírus HIV/AIDS ou pacientes que tenham passado por transplante de órgãos.
Em abril de 2024, o Ministério da Saúde passou a adotar o esquema de dose única da vacina contra o HPV, substituindo o modelo anterior, que previa duas aplicações. A mudança segue as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e foi uma estratégia para intensificar e ampliar a adesão à vacinação.