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Paraíba registra morte por raiva humana

A Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba confirmou que o homem diagnosticado com raiva humana morreu na segunda-feira (5). A vítima que teve a identidade preservada estava internado no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande, após ter sido mordido por um sagui em setembro. De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS-CG), o homem não procurou atendimento médico na época em que foi mordido pelo animal.

A Secretaria informou que o paciente, residente no bairro Serrotão, encontrava-se internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde o dia 15 de dezembro de 2025, onde recebeu assistência médica contínua e protocolo rigoroso de tratamento, conforme diretrizes clínicas estabelecidas para casos de raiva humana. Após o cumprimento rigoroso do protocolo para confirmação de morte encefálica, incluindo exame complementar com doppler transcraniano, foi confirmada a condição às 11h30 na segunda-feira (4).

A Secretaria de Saúde de Campina Grande reforça que todos os protocolos terapêuticos disponíveis foram adotados durante o período de internação, com envolvimento de equipe multidisciplinar e suporte de órgãos estadual e federal de vigilância epidemiológica. Apesar dos esforços empreendidos, a evolução da doença resultou no óbito do paciente. No Brasil o controle da doença teve início em 1975 com a criação do Programa Nacional de Controle da Raiva (PNCR).

O objetivo principal era eliminar a enfermidade transmitida por cães e gatos e controlar a raiva canina. A criação do PNPR permitiu a elaboração e implantação de normas técnicas para o controle da enfermidade, a elaboração de um padrão na produção e controle de imunobiológicos utilizados no controle da raiva e também no abastecimento das Secretarias Estaduais de Saúde.

O grande avanço no combate à raiva humana ocorreu em 1880, quando o cientista francês Louis Pasteur iniciou seus estudos sobre a doença e descobriu a vacina antirrábica aplicada pela primeira vez em um ser humano em 1885.

A doença da raiva é considerada um problema de saúde pública no Brasil. Apesar do controle avançado que o país alcançou e estar próximo da eliminação de raiva canina há uma série de espécies silvestres que são reservatórios para a zoonose que convive com essas espécies.

Em 2025, o Brasil registrou pelo menos três casos de raiva humana, com mortes confirmadas no Pará, Ceará e Pernambuco, todos relacionados à infecção por variantes silvestres, principalmente de saguis (primatas não humanos), marcando uma mudança no perfil da doença, que antes era mais comum por cães.