O governo do Rio Grande do Norte entregou 20 tratores adquiridos por meio do Programa de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (PROMAQ), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Com este lote, já passa de 183 o número de tratores e implementos adquiridos e entregues desde 2020, graças a parcerias como esta, ou via emendas parlamentares. A solenidade, conduzida pela governadora Fátima Bezerra, ocorreu no Centro Administrativo e reuniu prefeitos, vereadores e lideranças políticas do Estado.
As máquinas adquiridas pelo Programa de Modernização e Apoio à Produção Agrícola, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atendem a um pleito da governadora e são destinadas a impulsionar o agronegócio, atendendo a prefeituras municipais, associações e cooperativas. O programa visa modernizar o campo e assim aumentar a produtividade, além de incentivar as práticas agrícolas que preservem os recursos naturais e promovam o seu uso eficiente e a melhoria da qualidade de vida dos agricultores.
"Com essa entrega de hoje são mais de 180 tratores entregues ao longo dessa gestão que estamos à frente e não vai parar por aqui. Estamos pedindo mais 40 porque sabemos a demanda que existe e o quanto se faz importante", disse a governadora Fátima Bezerra, citando a importância da mecanização na produção dos pequenos agricultores que atualmente são responsáveis por mais de 70% da produção agrícola.
"E que se dá de forma manual. E com a modernização, vai avançar ainda mais: o trabalho que dura dez dias, na hora que chegar implementos agrícolas, vai diminuir para três ou quatro dias", destacou a governadora que citou ainda demandas nesta área, como o pleito para a instalação no Rio Grande do Norte de uma das três fábricas de implementos agrícolas que devem vir para a Região Nordeste.
Esta parceria com o governo Federal visa ainda reduzir as desigualdades regionais, de acordo com o que preconiza o Promaq, levando infraestrutura e equipamentos para regiões com menor participação monetária da produção agropecuária, promovendo equilíbrio no desenvolvimento rural, como regiões com baixa mecanização e emergências. O valor total da aquisição foi de R$ 4.058.530, com cada máquina ao custo de R$ 202.926,50.
O superintendente do Mapa/RN destacou os programas que vêm aumentando o alcance no Rio Grande do Norte e reconheceu o pleito da governadora que atende às pequenas comunidades rurais. "Para o próximo ano teremos mais recursos para o Promaq. Este ano foram R$2,6 bilhões destinados e para o segundo momento, em 2026, serão R$4,2 bilhões", ressaltou o superintendente.
As melhorias para os pequenos produtores rurais têm avançado no Estado, como ressaltou o secretário da Agricultura, da Pecuária e da Pesca, Guilherme Saldanha. "As condições de trabalho no campo precisam se modernizar e é isso que o governo tem feito, dando dignidade e melhorias a quem vem conseguindo alimentar a cidade", disse o secretário. "O Rio Grande do Norte saiu de um patamar em 2018/2017 e hoje está em outro, sendo campeão em muitos aspectos, como destaque há cerca de três anos, como maior exportador de frutas do Brasil; na produção de leite com um milhão de litros produzidos por dia. Isso se deve principalmente a um governo atento às necessidades do campo", afirmou.
O Nordeste concentra 50% das propriedades da agricultura familiar do Brasil, mas apenas 3% delas são mecanizadas. Essa cobertura é muito inferior ao registrado no Sul do país, onde a mecanização atinge quase 50% das propriedades do mesmo segmento.
Resultado da articulação feita pela governadora Fátima Bezerra, o Rio Grande do Norte foi o primeiro estado brasileiro a receber um projeto pioneiro para testar tratores e equipamentos chineses adaptados à agricultura familiar no Nordeste, visando aumentar a mecanização da região, considerada muito baixa, com o objetivo de futura produção e exportação de máquinas para o Brasil, dentro de um acordo de cooperação agrícola.
A Unidade foi implantada no município de Apodi. De acordo com informações de famílias selecionadas para o teste das máquinas na comunidade Santa Rosa, uma tarefa que consumia 20 dias de trabalho braçal, agora é feita em apenas três dias.