Por: Mayariane Castro

Dança em disputa em Taguatinga

Competição envolve dez gêneros de dança | Foto: Carlos Aguiar

O Teatro Sesi Yara Amaral, em Taguatinga, recebe entre os dias 30 de abril e 3 de maio a quinta edição do Festival Brasília em Dança. O evento, organizado pela Flyer Cia de Dança em parceria com o Sesi-DF, concentra uma programação composta por mostra competitiva, oficinas de capacitação profissional e apresentações abertas ao público.

A iniciativa, idealizada por Bruno Alves e Daniel William, busca estabelecer um calendário fixo para a modalidade no Distrito Federal e promover o intercâmbio entre artistas de diferentes regiões do país.

Pirâmide invertida

A estrutura do festival prioriza a pirâmide invertida de informação, concentrando o núcleo técnico na mostra competitiva. Para este ano, a organização confirmou a inclusão de dez gêneros distintos: Ballet Clássico de Repertório, Ballet Clássico, Neoclássico, Jazz, Dança Contemporânea, Estilo Livre, Danças Populares, Danças Urbanas, Danças Árabes e Sapateado. As performances são divididas em quatro formatos de composição, abrangendo desde apresentações individuais (solos) e em duplas ou trios até coreografias de conjuntos.

As inscrições para os grupos interessados foram processadas via plataforma digital, com encerramento ainda no mês de março. O volume de participação projetou a superação dos indicadores da edição anterior, quando o festival registrou o número de 500 coreografias inscritas. Segundo o regulamento, o credenciamento oficial e a ambientação dos participantes ocorrem no primeiro dia de evento, servindo como base logística para as atividades posteriores.

Workshops

Na parte formativa, a programação oferece workshops diários destinados exclusivamente aos bailarinos e profissionais devidamente credenciados. O foco das oficinas é a formação técnica e a atualização de metodologias de ensino e execução da dança. De acordo com a organização, essas atividades visam suprir a demanda por aperfeiçoamento constante dos grupos locais, permitindo que a troca de experiências ocorra sob a supervisão de profissionais que compõem a banca de jurados.

Bruno Alves afirma que a criação do festival em 2022 visou mitigar a escassez de eventos competitivos de grande porte no calendário cultural de Brasília. O projeto foi desenhado para fomentar o cenário artístico local, proporcionando visibilidade a grupos que, anteriormente, possuíam poucas janelas de exibição e avaliação técnica na capital federal. O diretor destaca que o evento atua como um catalisador para o setor cultural, gerando movimentação de público e profissionais no Teatro Sesi Yara Amaral.

“O Brasília em Dança nasceu com foco para fomentar e aquecer o cenário artístico da capital, visto que hoje não temos muitos festivais competitivos de dança na cidade. Queremos proporcionar aos grupos culturais e à comunidade um local em que todos possam aprender e realizar trocas entre si”, comenta Bruno.

A logística do evento foi adaptada ao longo dos últimos cinco anos para comportar a demanda externa. Devido à presença recorrente de comitivas de estados como Bahia e Minas Gerais, a produção do Festival Brasília em Dança estabeleceu acordos com a rede hoteleira da região administrativa de Taguatinga. O objetivo destas parcerias é garantir a permanência dos grupos visitantes através de tarifas reduzidas, integrando a economia local ao fluxo do evento artístico.

Serviços também

Além do impacto direto na formação dos bailarinos, o festival movimenta o mercado de prestação de serviços técnicos, incluindo iluminação, sonoplastia e gestão de palco. A parceria institucional com o Sesi-DF viabiliza a utilização de uma infraestrutura capaz de suportar as exigências técnicas de gêneros variados, como o sapateado e as danças urbanas.

O acesso do público às sessões competitivas é feito mediante aquisição de ingressos pela plataforma Sympla. A organização estabeleceu valores de entrada inteira e meia-entrada, seguindo a legislação vigente. O encerramento do evento no dia 3 de maio marca a conclusão do ciclo competitivo desta edição, consolidando o período como um dos principais marcos do fomento à dança no território brasiliense.

“O Festival vem abrindo portas para os fazedores da dança no Distrito Federal. Por muito tempo, Brasília estava carente no que diz respeito a festivais de dança e eventos do gênero. Esse evento gerou grande movimentação cultural, possibilitando novas experiências e novos cenários a todos que participam”.