Por:

A dança da vida no Teatro Nacional

Por Mayariane Castro

Em meio a folhas secas, galhos retorcidos e campos com imensidão laranja a cortar o horizonte, há um ponto de cor que chama atenção.

É assim que também floresce a nova obra da Flyer Cia de Dança, o espetáculo "Quando Não Fui Primavera", que traz consigo o ensinamento de que há beleza em cair, em secar e em perder, pois só assim se pode voltar a florescer.

O novo espetáculo da companhia agora ganha novos palcos, com quatro apresentações na Sala Martins Pena, do Teatro Nacional Cláudio Santoro.

No sábado e no domingo (17 e 18), a Flyer Cia de Dança realizará quatro sessões no total. Serão duas apresentações, uma às 16h e outra às 19h, no Teatro Nacional Cláudio Santoro.

Os ingressos custam a partir de R$ 20 a meia-entrada, com doação de 1kg de alimento não-perecível que será destinado para doações. O espetáculo será apresentado em temporada limitada, com sessões abertas ao público e às escolas públicas e acessibilidade garantida.

Após a estreia do espetáculo em setembro, "Quando Não Fui Primavera" retoma os palcos e aborda os ciclos da vida por meio da dança contemporânea.

A montagem trata de temas como perda, silêncio interior e renascimento, utilizando o conceito das estações do ano como metáfora para os processos emocionais e existenciais enfrentados ao longo da vida. Segundo o diretor e coreógrafo Leandro Mota, a proposta já existia desde os primeiros planos do grupo, e sua concretização marca um momento significativo para a companhia.

Volta a florir

"O que eu quero passar é sobre os ciclos, os ciclos se iniciam têm meio e fim e eles começam de novo, tudo volta a florir de novo. A ideia de retratar essa aridez é pra falar que aquela árvore vai voltar a florir, que ela vai passar por todos aqueles ciclos, aquelas estações e no final, ela vai voltar a florir", detalha o diretor.

A Flyer Cia de Dança mantém em suas produções o compromisso com a inclusão e com a experimentação artística como forma de ampliar o acesso à dança contemporânea.

A montagem apresenta uma concepção coreográfica que busca representar os ciclos naturais e emocionais. A aridez de determinadas fases da existência, simbolizadas pelo outono e pelo inverno, é contraposta pela promessa da primavera e do florescimento, que retorna após os períodos de escassez. A narrativa cênica remete à repetição desses ciclos, enfatizando que todas as fases têm começo, meio e fim e se renovam com o tempo.