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O nó da despesa com pessoal no DF

A despesa com pessoal do DF permanece estável em termos reais há quase uma década, mas isso não significa que o orçamento tenha folga. O estudo do ObservaDF, da UnB, mostra que a folha de pagamento tem pouca variação, enquanto a Receita Corrente Líquida oscila de forma significativa.

Essa combinação faz com que, em períodos de queda de arrecadação, o indicador de gasto com pessoal suba rapidamente, pressionando os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Durante o governo Rollemberg, o DF operou próximo ou acima do limite prudencial, o que restringiu reajustes e contratações. Na gestão Ibaneis, o indicador recuou, mas sem abrir espaço estrutural. [A poupança corrente permanece acima de 95%, o que significa que quase toda a receita é consumida por despesas do dia a dia. Sobra pouco para investimentos, amortização de dívidas ou formação de reservas.

O estudo destaca que o problema não é o tamanho da folha, mas a rigidez do gasto.