A análise do Tribunal de Contas do DF também identificou um desequilíbrio na carga horária dos bombeiros. Normativos internos da corporação estabelecem que militares em atividadefim cumprem, em média, 168 horas mensais, enquanto os lotados em funções administrativas trabalham cerca de 144 horas por mês.
A diferença de 24 horas mensais recai justamente sobre quem atua no combate a incêndios, salvamentos e outras ocorrências de alto risco.
A representação que motivou a auditoria apontou que essa disparidade contribui para o desgaste físico e psicológico das equipes operacionais, que acumulam jornadas mais longas e maior exposição a situações críticas.
Embora o TCDF não tenha identificado irregularidade formal na definição das jornadas, o órgão reconheceu que o modelo atual amplia a pressão sobre os profissionais da linha de frente.
O tribunal recomendou que o CBMDF avalie formas de equilibrar a distribuição, especialmente diante da redução do efetivo operacional.