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Republicanos revê estratégia de apoio

A reação negativa à fala de Celina Leão sobre o Digimais repercutiu diretamente nas negociações com o Republicanos para a eleição de 2026. O partido, que reúne parte das lideranças evangélicas do DF, avalia que a comparação feita pela governadora com o governo Lula criou um desgaste desnecessário com a Igreja Universal, abrindo dúvidas sobre a solidez da futura aliança.

O principal impacto recai sobre o nome de Gustavo Rocha, ex-chefe da Casa Civil de Ibaneis Rocha e favorito para ocupar a vaga de vice na chapa de Celina. Embora seja tratado como o nome "ungido" para a função, Gustavo ainda depende do respaldo formal do Republicanos — apoio que ficou mais incerto após a reação da base religiosa.

Dirigentes do partido afirmam que esperam um gesto de recomposição antes de retomar as conversas. A avaliação interna é que Celina, filiada ao PP, precisa reduzir tensões com os grupos pentecostais que ocupam postos estratégicos no GDF e que serão decisivos na formação da chapa ao Palácio do Buriti.