Por: Por Isabel Dourado

Mensagens alertam sobre atualização de vacinas no DF

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) tem enviado mensagens para alertar sobre o atraso de vacinas. As mensagens fazem parte da estratégia da pasta para ampliar a cobertura vacinal e prevenir a reintrodução de doenças graves no DF. Segundo a Secretaria, mais de 6 milhões de mensagens já foram enviadas, entretanto somente 800 mil tiveram interações dos usuários.

Os comunicados consideram o calendário vacinal de rotina e a faixa etária do público-alvo. Segundo a pasta, são imunizantes que previnem difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, meningite, dengue, poliomielite e pneumonia. As mensagens são enviadas pelo aplicativo Whatsapp, por ser uma ferramenta de comunicação amplamente utilizada e bem aceita pela população. É importante ressaltar que os comunicados são seguros e não solicitam dados sigilosos ou restritos.

O diretor de Estratégia da Saúde da Família da SES-DF, Ricardo Ramos, afirma que a ferramenta é fundamental para aprimorar os serviços da rede. "O envio de mensagens é uma estratégia para aproximar os serviços de saúde da população, facilitando o acesso à informação e contribuindo para que crianças e adolescentes mantenham a vacinação em dia, de forma prática e segura."

De acordo com a Secretaria, a iniciativa vem sendo adotada desde 2024 e já disparou 6 milhões de alertas sobre imunizantes atrasados. A pasta reforça que é fundamental que pessoas que receberam os alertas respondam às mensagens.

Sarampo

O sarampo voltou a ser colocado como preocupação pelas autoridades sanitárias. A Secretaria de Saúde ressalta que, mesmo sem transmissão sustentada no Brasil atualmente, o risco ao sarampo não acabou. Neste ano, o país confirmou dois casos da doença, ambos importados.

Por isso, a pasta reforça que como Brasília tem grande fluxo de pessoas, inclusive de viajantes nacionais e internacionais, a ocorrência de um único caso importado pode ser suficiente para reintroduzir o vírus. "Bebês menores de 12 meses, por exemplo, ainda não iniciaram ou não completaram o esquema vacinal e são muito vulneráveis ao vírus. Quando a maior parte da população está vacinada, o vírus praticamente não circula. Isso cria uma barreira de proteção coletiva, que protege essas pessoas mais frágeis", reforça a SES-DF.

A pasta destaca que as campanhas e estratégias de vacinação são cruciais. "Temos atuado na ampliação do acesso por meio da imunização em unidades de saúde com horário estendido e abertura aos sábados, ações extramuros, vacinação nas escolas e campanhas específicas. Atualmente, o DF também investe em estratégias mais modernas, como a análise de dados para identificar pessoas com doses em atraso."