A assembleia de acionistas marcada para o dia 22 ocorre em um momento de forte pressão sobre o BRB. O banco não apresentou o balanço de 2025, que deveria ter sido divulgado em 31 de março, repetindo o atraso do ano anterior e elevando o risco de medidas mais duras por parte do Banco Central. A indefinição sobre o plano de capitalização, agora restrito a um conjunto menor de ativos após a retirada da Serrinha do Paranoá, agravou o ambiente.
A diretoria pretende usar a reunião para detalhar aos acionistas o cenário regulatório e as alternativas em discussão para recompor o capital. A expectativa é demonstrar que há caminhos possíveis mesmo com a avaliação pendente do Centrad, que permanece como o ponto mais sensível do pacote.
O governo trabalha para construir consenso e evitar que o impasse leve a uma intervenção semelhante à aplicada ao Master. A assembleia será decisiva para definir se o BRB conseguirá avançar na recomposição de capital ou se enfrentará um cenário de maior instabilidade.