Uma técnica de enfermagem de 44 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), na tarde de sábado (28), sob suspeita de tentar deixar o Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal, com um bebê recém-nascido. Segundo a PCDF, a ação foi interrompida por equipes de segurança da unidade de saúde antes que a mulher deixasse o local. Segundo o Instituto de Gestão Estratégica do DF (Iges-DF), responsável pela administração do hospital, a suspeita foi abordada ainda no hospital e encaminhada à 20ª Delegacia de Política, no Gama, onde o caso foi registrado.
Informações do boletim de ocorrência apontam que a mulher teria desobedecido às ordens iniciais de parada dadas pelos vigilantes, sendo contida apenas após a chegada de reforço na equipe de segurança.
Profissionais da unidade de saúde confirmaram aos policiais que a técnica de enfermagem não tinha qualquer autorização oficial nem justificativa técnica para retirar o recém-nascido do setor de cuidados.
Medidas
De acordo com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), a suspeita foi liberada após audiência de custódia, mediante cumprimento de medidas cautelares. A mulher não teve fiança fixada. Entre as determinações estão o afastamento do Hospital Regional de Santa Maria em um raio mínimo de 300 metros, a proibição de acesso a unidades neonatais durante o período de investigação e a proibição de contato com testemunhas.
Em nota à imprensa, o IgesDF afirmou que a colaboradora não tinha qualquer autorização e agiu em total desacordo com os protocolos institucionais. O Instituto informou também que "dispõe de equipes de segurança altamente qualificadas e treinadas, com atuação rigorosa especialmente nos fluxos das maternidades, que seguem protocolos estritos de controle, identificação e circulação, assegurando a proteção integral de pacientes e recém-nascidos."
Afastamento
A nota do Instituto de Gestão Estratégica informa que a técnica de enfermagem foi afastada de forma imediata. "O caso está sob análise das áreas competentes para a adoção de todas as medidas administrativas e legais. O Instituto reforça que não tolera qualquer conduta que viole suas normas e atua com absoluto rigor na apuração de fatos que possam comprometer a segurança de pacientes, familiares e equipes assistenciais, mantendo plena colaboração com as autoridades."