No Distrito Federal, mais de 43% dos estudantes com idades entre 13 e 17 anos já experimentaram cigarros eletrônicos, percentual que representa um aumento de 12,9 pontos percentuais em relação ao levantamento feito em 2019. Os dados são da Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Brasília ganha destaque com o maior percentual entre todos os municípios das capitais do país. Os dados revelam uma prevalência maior entre as meninas (44,5%) em comparação com os meninos (43,0%). O levantamento foi realizado em parceria com o Ministério da Saúde. Nesta 5ª edição da pesquisa, foram levantadas informações sobre o uso de drogas, cigarro eletrônico, narguilé; consumo de bebidas alcoólicas; gravidez precoce, violência sexual, bullying e segurança.
Tabaco e narguilé
A experimentação de cigarro tradicional alguma vez na vida foi de 24,1% entre os escolares do DF, com percentuais semelhantes entre os sexos (24,3% dos homens e 23,9% das mulheres). Alunos de escolas públicas (27,8%) experimentaram mais que os de escolas privadas (13,1%). A idade de início antes dos 14 anos foi de 13,7%. O consumo atual (nos últimos 30 dias) foi de 7,2%, o terceiro maior entre todas as capitais, atrás apenas de Rio Branco e de Boa Vista que registraram taxa de 7,8% nesse indicador.
A compra em lojas, bares, padarias ou bancas de jornal foi a forma mais comum de obtenção (48,9%). O narguilé já foi experimentado por 28,4% dos escolares de 13 a 17 anos em 2024, no DF, a terceira maior frequência entre as Unidades da Federação. A experimentação foi maior em escolas públicas (34,6%) do que em privadas (10,2%).
Bebidas alcoólicas
Já a experimentação de bebidas alcoólicas atingiu 54,7% dos escolares do DF de 13 a 17 anos, número 12,7 pontos percentuais inferior ao registrado na PeNSE 2019. O consumo desse tipo de bebida é mais comum entre meninas (58,6%) e em escolas públicas (55,7%). A primeira dose antes dos 14 anos foi relatada por 30,6%.
A ocorrência de embriaguez foi declarada por 43,7% dos escolares que já consumiram álcool, com maior prevalência entre meninas (45,2%) de escolas públicas (46,5%). O consumo de bebida alcoólica pelo menos um dia nos 30 dias anteriores à pesquisa foi de 21,1% dos escolares do DF, 9,9 pontos percentuais a menos que o registrado na edição de 2019 da PeNSE. A pesquisa revela que o modo mais frequente de como conseguiram a bebida foi comprando em loja, mercado, bar, botequim ou padaria (40,8%) indicando falhas na fiscalização da venda para menores.