Por: Por Isabel Dourado

Casos de feminicídio aumentaram 27% no DF

O Distrito Federal registrou aumento de 27% nos casos de feminicídio entre 2024 e 2025, passando de 22 para 28 casos, de acordo com dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Segundo o levantamento, divulgado nesta terça-feira (24) em Brasília pela Secretaria de Segurança Pública, em 2025, 71% dos feminicídios foram registrados em nove regiões administrativas da capital: Planaltina (3), Itapoã (2), Núcleo Bandeirante (2), Recanto das Emas (2), Samambaia (2), São Sebastião (2), Cidade Estrutural (2), Sol Nascente (2) e Taguatinga (2).

As armas brancas mantiveram-se como o meio mais utilizado para a prática do crime de feminicídio no DF em 2025, representando 39% dos casos. Já armas de fogo representaram (11%). "Territorialmente, a distribuição dos casos na última década não é homogênea. Em números absolutos, regiões como Ceilândia, Samambaia, Planaltina e Santa Maria concentram maior incidência ao longo do período; já em taxas por 100 mil mulheres, algumas áreas podem se destacar negativamente — como a Estrutural — indicando maior vulnerabilidade relativa e a necessidade de priorização preventiva orientada por risco", destaca o documento.

Em relação à faixa etária das vítimas, no ano passado observa-se aumento de registros entre mulheres de 50 a 59 anos, com seis casos registrados no ano, revela o anuário. Em termos de concentração, os casos distribuíram-se majoritariamente entre 30 e 49 anos — somando 14 ocorrências (50%) —, o que reconfigura parcialmente o perfil observado em 2024, quando houve maior participação relativa entre mulheres jovens-adultas, especialmente nas faixas de 18 a 29 e 30 a 39 anos. A análise dos casos indica que 50% dos feminicídios em 2024 e 2025 ocorreram no interior das residências das vítimas. Quanto à faixa horária, os dados mostram uma predominância dos registros no período da manhã (06h00 a 11h59), que passou a concentrar 39% dos casos no ano passado.

Prisões

De acordo com dados do anuário, 50% das 28 ocorrências de feminicídio resultaram em prisão em flagrante dos agressores, mesmo percentual registrado em 2024. O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, defendeu que a transparência na divulgação dos dados é um elemento fundamental para enfrentar o aumento dos feminicídios.

"Somente juntos é que a gente pode atacar um problema tão sério, que envolve a necessidade de uma mudança cultural. O que vai salvar é uma mudança cultural, e a gente tem que promover isso e divulgar isso", afirmou o Secretário de Segurança.