A Secretaria de Meio Ambiente do DF alerta que o pirarucu é nocivo quando encontrado fora da Amazônia. No Lago Paranoá, sua presença representa riscos como predação de espécies nativas, desequilíbrio ecológico pela ausência de predadores naturais e redução da biodiversidade.
Segundo a Sema-DF, o peixe chegou ao lago por introdução irregular e criminosa, seja por soltura indevida ou pelo rompimento de tanques e aquários particulares. A pasta já havia acionado o Governo do Acre e o Instituto Mamirauá para avaliar os impactos.
Registros impressionaram moradores do DF: em 2021, um exemplar de 1,3 metro foi filmado; em 2024, outro de cerca de dois metros ganhou as redes; e em 2025, pescadores esportivos divulgaram imagens de um pirarucu quase do mesmo tamanho.
Para especialistas, o lago artificial urbano tem dinâmica ecológica distinta da várzea amazônica, o que amplia os riscos de desequilíbrio. Agora, com a decisão do Ibama, a expectativa é conter a proliferação e proteger o cerrado aquático.