O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), assinou nesta quinta-feira (19), a ordem de serviço para a segunda etapa das obras do Teatro Nacional Cláudio Santoro, que contemplam, além da Villa-Lobos e seu respectivo foyer, o Espaço Cultural Dercy Gonçalves e a Sala Alberto Nepomuceno. O investimento é de R$ 268,3 milhões. Um dos mais importantes equipamentos culturais do DF, o Teatro Nacional ficou fechado por mais de uma década e foi reaberto em dezembro de 2024, com a entrega das obras na Sala Martins Pena e seu foyer. "Os projetos do teatro são muito delicados e precisam ser feitos com muito carinho e com muita técnica. Por isso, nós contratamos uma grande empresa especializada na reforma e construção de teatros pelo Brasil todo. São projetos complexos que necessitam da aprovação do Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional], por se tratar de patrimônio tombado", afirmou Ibaneis Rocha.
Modernização
Os trabalhos ficarão a cargo do Consórcio Porto Belo Brasil, sob coordenação da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Segundo o presidente da Novacap, Fernando Leite, além da reforma serão feitas também obras de modernização dos espaços. "É um projeto antigo, que foi feito antes de 1960, e naquela época não se tinha os cuidados que temos hoje com acessibilidade, combate a incêndio, com qualidade da sala do ponto de vista do som e da cenografia. E tudo isso está na previsão [das obras], que é revolucionária", apontou.
O secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, destacou o impacto cultural da reabertura da Sala Villa-Lobos, considerando que, em apenas um ano de funcionamento, a sala Martins Pena recebeu mais de 150 espetáculos.
"É um número que mostra a necessidade que a sociedade de uma maneira geral estava do Teatro Nacional. E agora a gente parte para essa nova etapa. A Villa-Lobos é a grande sala, é uma sala icônica, que vai ser entregue para a população em altíssimo nível, no nível das grandes salas do país e do mundo."
Investimento
Na primeira fase da obra do Teatro, que teve investimento de R$ 70 milhões, foram realizadas adequações às normas atuais, com novas saídas de emergência, construção de reservatório para combate a incêndios, troca de toda a rede elétrica e hidráulica, além da substituição de materiais inflamáveis. A Sala Martins Pena e seu foyer foram totalmente restaurados.