A CPI do caso Master já havia sido tentada na Câmara Legislativa do Distrito Federal no fim de 2025. Na ocasião, os deputados distritais Fábio Felix (PSOL) e Chico Vigilante (PT) protocolaram um requerimento para investigar as negociações entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, que previa a compra de 58% da instituição por cerca de R$ 2 bilhões.
O pedido buscava apurar suspeitas de gestão fraudulenta e temerária e uso indevido de recursos públicos, além de irregularidades apontadas pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.
O requerimento também mencionava riscos de "socialização de prejuízos privados com recursos públicos" e citava a defesa pública feita pelo governador Ibaneis Rocha da operação, que, segundo ele, fortaleceria o BRB e ampliaria sua competitividade.
Apesar da gravidade das denúncias, o pedido não avançou. Para que uma CPI seja instalada, são necessárias ao menos oito assinaturas. O requerimento da oposição reuniu sete.