Equipes da Secretaria de Saúde (SES-DF) têm atuado em todo o Distrito Federal para levar imunizante até as pessoas. A busca ativa percorre praças, escolas, feiras, shoppings, parques, igrejas, supermercados, zoológico, estações de metrô e órgãos públicos. As ações de vacinação extramuros são estratégias fundamentais de imunização realizadas fora das unidades básicas de saúde, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal e facilitar o acesso à população.
Em 2025, foram realizadas 1,1 mil dessas atividades, totalizando a aplicação de 155 mil doses. O número alcança, ainda, o trabalho feito pelo Carro da Vacina. Do total de ações, 365 ocorreram em escolas, 550 em locais de grande circulação de pessoas e 170 com o Carro da Vacina. Este último foi desenvolvido em 2022 para percorrer comunidades onde a população tenha dificuldades de ir até uma sala de vacinação por questões de transporte, gastos ou até situação de saúde. Nos dias úteis, mais de cem salas de vacinação funcionam de forma fixa. Cerca de 50 também abrem aos sábados. Essas unidades aplicam a maior parte das doses: foram 1,6 milhão só nos seis primeiros meses de 2025. Entre as ofertas de imunizantes, estão os contra covid-19, dengue, febre amarela, tétano, influenza, pólio e coqueluche.
A gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde do DF, Tereza Luiza Pereira, reforça que essas ações fazem parte do compromisso do governo com a prevenção de doenças que podem ser evitadas por vacina. "Ao ampliar pontos, horários e formatos de atendimento, a SES-DF busca sensibilizar a população sobre a importância de se vacinar e facilitar o acesso aos imunizantes, protegendo não apenas o indivíduo, mas toda a coletividade. É um compromisso que temos com a prevenção de doenças evitáveis e com a promoção da saúde de todos", observa.
Segundo a Secretaria de Saúde, em cada ação é mobilizada uma equipe de pelo menos seis servidores — um enfermeiro, um técnico em enfermagem e quatro servidores para fazer triagem, organização e registros. São utilizadas caixas térmicas e produtos para garantir que cada imunizante fique na temperatura certa e não ocorram perdas das vacinas.
Zildene Bitencourt, chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Imunização em Sol Nascente/Pôr do Sol, Ceilândia e Brazlândia, ressalta que existe um controle rigoroso para manter a qualidade e eficácia das vacinas. "Todas as caixas de vacina têm mapa de controle de temperatura que é verificada e anotada de uma em uma hora, conforme as recomendações técnicas."