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O impacto: 380 mil passageiros/dia

São mais de 300 linhas regulares, operadas por diferentes empresas, como Taguatur, Rota do Sol, União Transportes, Urbi e Amazônia Inter. A frota, em grande parte envelhecida, enfrenta problemas recorrentes de superlotação e manutenção precária.

De acordo com a ANTT, o sistema transporta 380 mil passageiros por dia útil, o que representa mais de 47 milhões de embarques por ano. As tarifas variam conforme a distância percorrida: de R$ 5 em trechos curtos, como Valparaíso, até mais de R$ 15 em rotas longas, como Luziânia.

O consórcio interfederativo foi anunciado em 2024, após o reconhecimento da Região Metropolitana do Entorno pelo IBGE. A proposta, defendida pelos governadores Ibaneis Rocha (MDB) e Ronaldo Caiado (PSD), previa a unificação da gestão, integração das linhas e possibilidade de subsídio às tarifas.

Enquanto o consórcio não sai do papel, o sistema permanece fragmentado, caro e sobrecarregado. Os passageiros seguem enfrentando longas jornadas, superlotação e tarifas em constante reajuste.