Por: Por Isabel Dourado

DF receberá 2ª remessa da vacina contra vírus sincicial

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) deve receber, na próxima semana, 1347 doses da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Essa é a segunda remessa; em dezembro do ano passado, quando o Ministério da Saúde começou a distribuição nacional, a capital recebeu 9.465 doses do imunizante. A imunização é ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e é destinada a gestantes a partir da 28ª semana e tem como objetivo reduzir casos de bronquiolite em recém-nascidos. A meta é vacinar pelo menos 80% do público-alvo.

Anticorpo

Além da imunização de gestantes, a Secretaria de Saúde do DF mantém a vacinação de recém-nascidos contra o VSR. A aplicação do anticorpo monoclonal Nirsevimabe está prevista para começar em fevereiro, período de maior incidência de doenças respiratórias em bebês. O Nirsevimabe é recomendado para prematuros que constituem a maior parte do público alvo e bebês com comorbidades. Bebês com cardiopatia congênita, doença pulmonar crônica, doenças neuromusculares, anomalias nas vias respiratórias, com síndrome de Down ou imunocomprometidos receberão o anticorpo no segundo ano de vida considerando o período de sazonalidade do vírus.

Hospitalizações

De acordo com o Ministério da Saúde, a infecção pelo VSR apresenta ampla variação de gravidade podendo se manifestar desde formas assintomáticas ou leves até quadros graves, com comprometimento do estado geral e evolução para insuficiência respiratória. A infecção ocorre predominantemente durante o primeiro ano de vida. Até os 2 anos, praticamente todas as crianças já terão sido expostas ao vírus, podendo apresentar novos episódios de infecção ao longo da vida. O VSR tem impacto significativo nas hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o país.

Nos últimos dois anos, houve aumento significativo nos casos de SRAG causada pelo vírus. Além disso, o VSR é um dos principais agentes associados à bronquiolite, quadro caracterizado pela inflamação dos bronquíolos.

Embora atinja mais crianças, a infecção também é capaz de causar quadros graves em adultos, agravando ou descompensado condições de saúde pré-existentes, como cardiopatias, pneumopatias, diabetes, hepatopatias dentre outras comorbidades. As complicações são mais comuns em pessoas a partir dos 60 anos de idade ou mais.