Em comemoração ao Mês da Visibilidade Trans, o Ambulatório Trans promove hoje (28) às 14 horas, o Primeiro TransEncontro do Distrito Federal. O encontro é realizado em parceria com o Adolescentro, Centro de Referência Especializado da Diversidade Sexual, Religiosa e Racial (Creas Diversidade), Conselho Regional de Psicologia (CRP-DF), Ambulatório Trans do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) e Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF).
O propósito do encontro é fomentar debates sobre temas considerados relevantes para a população trans, como transparentalidades, linguagem neutra, mobilização social e movimentos sociais, entre outros assuntos apontados pela própria comunidade.
A programação também conta com apresentações artísticas, todas conduzidas por pessoas trans. O evento é aberto a todas as pessoas trans e de gêneros diversos e acontecerá no auditório da Biblioteca Demonstrativa de Brasília localizado na Quadra 506/507 na Asa Sul.
O encontro contará com a participação de Saturno Fernandes Rezende Nunes, do Ambulatório Trans (Namb); Genice Berg, integrante do Coletivo Mis Manes do DF; Leonardo Luiz da Cruz, ativista pelos direitos da população LGBTQIA e da população negra do DF; Alex Felipe Alves, militante pela causa trans e Ludymilla Anderson Santiago, ativista social pelo movimento LGBTQIA .
Rede de apoio
O Núcleo de Atendimento do Ambulatório de Diversidade de Gênero (Namb), conhecido como Ambulatório Trans, oferta assistência integral em saúde para o público LGBTQIA , dentre outros. Em 2025, 678 pessoas foram atendidas, totalizando aproximadamente 3,7 mil consultas.
Violência
O Dia Nacional da Visibilidade Trans é celebrado no dia 29 de janeiro desde 2004. Segundo o dossiê produzido pelo Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), em 2025, 80 pessoas trans e travestis foram assassinadas no Brasil.
A Associação aponta que ainda há muitas barreiras para o monitoramento dos casos no país, que vive um cenário estrutural de opacidade de dados oficiais acerca da violência contra a população LGBTQIA .
O levantamento mostra que o Distrito Federal registrou dois assassinatos no ano passado e ocupa a 15º posição no ranking de mortes.