A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apreendeu meia tonelada de carvão vegetal transportada de forma irregular na DF-130, km 46, em São Sebastião. Durante patrulhamento, agentes do Grupamento de Operações no Cerrado realizavam uma barreira de fiscalização ambiental quando abordaram o veículo que transportava o material sem Documento de Origem Florestal (DOF), sem notas fiscais e sem qualquer comprovação legal de procedência.
Segundo a PMDF, o condutor informou que o carvão havia sido produzido no estado de Goiás e que o destino seria a região próxima à comunidade Café Sem Troco, localizada na região administrativa do Paranoá, a cerca de 50 km do centro de Brasília. Diante das irregularidades, o carvão foi apreendido e o motorista conduzido à 30ª Delegacia de Polícia para registro da ocorrência.
Crime Ambiental
Em entrevista ao Correio da Manhã, a Tenente do Batalhão Ambiental, Thays Gonçalves, explica que as fiscalizações vêm aumentando. Ela reforça que todos os produtos precisam de controle, tanto pelos órgãos sanitários quanto pelos órgãos ambientais, para verificar a origem daquele produto.
"Se você for comercializar um carvão, por exemplo, é preciso ter o registro correto e a nota fiscal para comprovar de onde aquele carvão veio. Isso porque alguém pode estar desmatando uma área, transformando a madeira em carvão e vendendo de forma ilegal, o que configura crime ambiental", explica Gonçalves.
"Ontem, a equipe fazia patrulhamento na região de São Sebastião, em um ponto de bloqueio, e durante a abordagem verificou que uma pessoa estava com uma grande quantidade de carvão. Quando pediram a documentação, a pessoa não apresentou nenhum registro."
O Governo do Distrito Federal (GDF) vem ampliando as ações de proteção ambiental, como mostram os dados da Superintendência de Fiscalização e Auditoria Ambiental (Sufam) do Instituto Brasília Ambiental. Em 2025, foram realizadas 2.817 ações fiscais em todas as regiões administrativas do DF, tanto dentro quanto fora das unidades de conservação (UCs).
"Atuamos em todo o Distrito Federal. Então, fazemos barreiras visando coibir esses crimes ambientais e já pegamos algumas situações. Por exemplo, venda de carnes em desconformidade com as regras sanitárias, essa questão de venda de madeira irregular, corte de madeira irregular e comercialização de carvão de forma irregular."