Por: por William França

Crise venezuelana repercute em Brasília e expõe disputas

A crise política desencadeada pela prisão de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos repercutiu de forma imediata em Brasília, onde diferentes atores se movimentaram para reagir ao episódio.

Na Embaixada da Venezuela, porém, o dia começou com sinais de normalidade. O embaixador Manuel Vadell manteve a agenda e adotou postura discreta, reforçando, em nota oficial, que a representação diplomática segue funcionando normalmente, apesar da instabilidade em Caracas.

O comunicado classificou a ação norteamericana como "perversa" e baseada em "pretextos falsos".

A tranquilidade aparente contrastou com o clima no Palácio do Itamaraty. Desde as primeiras horas da manhã, diplomatas se reuniram em avaliações de risco e monitoramento contínuo da situação.

Entre os venezuelanos que vivem no Distrito Federal, as reações foram diversas. Parte da comunidade expressou alívio e esperança diante da prisão do líder chavista. O empresário Ricardo Seijas, que deixou o país após sofrer perseguição política, relatou "alegria e emoção" ao saber da operação, sentimento que, embora não unânime, ilustra a divisão existente entre os expatriados.