Os roubos em ônibus no Distrito Federal caíram 52% em 2025, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Foram registradas 111 ocorrências, contra 230 no mesmo período de 2024, conforme divulgado pela Agência Brasília.
O levantamento também aponta que 15 regiões administrativas não tiveram nenhum caso. A redução foi associada a ações integradas entre forças de segurança e mudanças adotadas no sistema de transporte coletivo.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), o uso de ferramentas tecnológicas e o trabalho de inteligência contribuíram para identificar grupos envolvidos em furtos e assaltos dentro dos coletivos. A atuação busca impedir principalmente crimes relacionados ao roubo de celulares, prática realizada por quadrilhas que entram nos veículos, cometem a infração e deixam o local rapidamente.
A SSP-DF informou ainda que a queda acumulada entre 2016 e 2025 chegou a 96%. Entre as medidas apontadas pelo órgão estão a ampliação de sistemas de reconhecimento facial e o monitoramento de suspeitos com mandado de prisão em aberto. A intenção é permitir respostas mais rápidas durante deslocamentos no transporte público.
Outra medida considerada importante pelo governo do DF foi o fim do pagamento de passagens em dinheiro nos ônibus, implantado a partir de 2024. A mudança retirou a circulação de valores em espécie dentro dos veículos e reduziu a atratividade desse tipo de ocorrência.
Segundo a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), antes da alteração, cerca de 29% das tarifas eram quitadas em dinheiro. Atualmente, o acesso ao Sistema de Transporte Público Coletivo é feito por meio de cartões de transporte, cartões bancários e de gratuidade.
Atualmente, o DF conta com mais de 5,9 mil motoristas circulando diariamente no sistema.
DF 360
A Semob informou que todos os ônibus e terminais rodoviários do DF possuem monitoramento por câmeras, utilizadas na investigação de delitos.
No ano passado, a cooperação técnica entre a Semob-DF e a SSP-DF foi ampliada. O compartilhamento de dados passou a incluir imagens, rotas e informações sobre localização de veículos, motoristas e passageiros, além de dados ligados a táxis e carros de aplicativo.
Segundo os órgãos, a integração auxilia na identificação de situações de risco e permite atuação mais rápida das equipes responsáveis pela segurança pública.
A SSP também reforçou o pedido para que moradores integrem câmeras residenciais ao sistema DF 360. A plataforma reúne imagens para monitoramento urbano de forma contínua.