Por: Por Isabel Dourado

PCDF realiza operação contra jogos de azar

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), uma operação interestadual para desarticular um esquema de fraudes envolvendo plataformas de apostas online. De acordo com a PCDF, ao todo foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Goiás, São Paulo, Maranhão, Paraíba, Rio de Janeiro e Bahia. Nove pessoas são investigadas.

A operação foi coordenada pela 18ª Delegacia de Polícia, em Brazlândia, e tem como alvo um grupo suspeito de divulgar o "jogo do Tigrinho" jogo de azar online. De acordo com as investigações, os envolvidos participavam de uma organização criminosa estrutura, com divisão de funções e uso de recursos tecnológicos para dificultar a identificação dos autores, como ferramentas de ocultação de IP (endereço que identifica dispositivos em uma rede).

Segundo informações da Polícia Civil do DF, o grupo usava contas de demonstração para simular ganhos fictícios e, dessa forma, induzir as vítimas ao erros, especialmente por meio das redes sociais. Influenciadores digitais também promoviam os supostos lucros e direcionavam seguidores a links manipulados, onde os valores depositados eram desviados sem a realização efetiva de apostas.

O esquema começou a ser desvendado após uma operação realizada em julho de 2024, na casa de um influenciador digital em Brazlândia, que divulgava falsos ganhos e direcionava seguidores a links manipulados, onde os valores eram desviados. A partir dessa ação, os investigadores identificaram uma estrutura interestadual organizada e complexa, com líderes responsáveis pelo recrutamento de participantes, definição de estratégias e contato com plataformas estrangeiras , além de operadores que criavam contas, utilizavam CPFs de terceiros e executavam as fraudes.

Montantes

De acordo com a PCDF, no período investigado, a organização criminosa movimentou cerca de R$11 milhões, valor que também foi lavado pela quadrilha. Um dos investigados chegou a registrar média diária de R$48 mil em movimentações financeiras.

Segundo o delegado Ismael Batista, o grupo atraía apostadores com a promessa de lucro elevado e explorava, inclusive, o potencial de vício. "O que se mostrou também foi que o grupo movimentou valores exorbitantes, motivo pelo qual a PCDF pediu o bloqueio das contas vinculadas aos investigados. Eles poderão responder por lavagem de dinheiro, estelionato, organização criminosa e corrupção de menores", afirmou.