A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) responde por 70% das mortes de idosos registradas em Goiás, segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), que reforçou o alerta para a vulnerabilidade dos grupos prioritários e a necessidade de ampliar a vacinação.
Até o momento, o estado soma mais de 2,7 mil casos e 121 óbitos confirmados. Desse total, 85 mortes ocorreram entre pessoas com mais de 60 anos. Entre crianças menores de 9 anos, foram registrados cerca de 1,8 mil casos e 11 mortes. Os dados indicam maior número de internações entre crianças e maior letalidade entre idosos.
Segundo a SES, o cenário é influenciado por fatores como comorbidades, fragilidade imunológica e maior risco de agravamento entre pessoas idosas.
A pasta aponta que a circulação de vírus respiratórios exige atuação integrada entre vigilância, atenção básica e imunização, com foco nos grupos mais expostos a complicações. A orientação é para que municípios ampliem a busca ativa por idosos, crianças e gestantes e reforcem estratégias para elevar a cobertura vacinal.
Goiás recebeu 935,8 mil doses da vacina contra Influenza enviadas pelo Ministério da Saúde (MS). A campanha começou em 28 de março e está disponível para os grupos prioritários. Mais de 2,7 milhões de pessoas fazem parte desse público em Goiás.
A cobertura vacinal está em 16,19% no estado, abaixo do esperado pelas autoridades de saúde. A secretaria reforça que a imunização é uma das principais medidas para reduzir internações e mortes e evitar pressão sobre a rede de saúde no período de maior circulação viral.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece ainda doses contra Covid-19, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para gestantes e o anticorpo Nirsevimabe para prematuros com menos de 37 semanas e bebês com comorbidades menores de dois anos.
A orientação também inclui procura por atendimento diante de sintomas respiratórios persistentes, principalmente em pessoas dos grupos de risco.
O monitoramento dos casos é feito por meio do painel de SRAG, que detalha notificações e mortes por vírus respiratórios.
A pasta afirma que diagnóstico e o manejo adequado são medidas para conter agravamentos. Os números mostram diferença entre internações e mortes nos grupos prioritários. Crianças lideram as ocorrências notificadas, enquanto idosos concentram a maior parte dos óbitos.
Para a SES, esse quadro exige intensificação das ações locais, sobretudo em municípios com menor adesão à campanha. A recomendação é manter a vacinação em dia e fortalecer prevenção.