A integração entre o Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ampliou a estrutura de atendimento pré-hospitalar em Mato Grosso, elevou o número de equipes em operação e reduziu o tempo médio de resposta em Cuiabá.
Implantado em junho de 2025 por meio do Sistema Estadual de Atendimento Pré-Hospitalar, o modelo aumentou em 108% as equipes de urgência na capital e em Várzea Grande, que passaram de 12 para 25, segundo dados da Secretaria de Saúde.
A mudança também ampliou a cobertura regulada no estado. Antes da cooperação, 35 municípios tinham esse tipo de serviço. Em menos de um ano, a rede chegou a 43 cidades, com inclusão de mais oito municípios.
No estado, o total de equipes subiu de 64 para 89 em 2026, aumento de cerca de 40%. Na região metropolitana, a ampliação da estrutura veio acompanhada do reforço de pessoal.
O CBM-MT contratou mais de 280 profissionais, entre enfermeiros, técnicos de enfermagem, condutores e auxiliares. Segundo o governo estadual, a medida permitiu manter as atividades da corporação sem impacto em ações como combate a incêndios.
Com mais ambulâncias e reforço no serviço de moto-resgate, a capacidade operacional cresceu e elevou o volume de ocorrências atendidas. No primeiro trimestre de 2025, a Baixada Cuiabana registrou 5,5 mil atendimentos médicos. No mesmo período de 2026, foram quase 8,7 mil ocorrências, uma alta de 55%.
Além do aumento da demanda absorvida, houve redução no tempo de chegada das equipes. O intervalo médio entre o chamado e o atendimento caiu de 25 minutos para 17,2 minutos, redução de 31%. A queda é atribuída à regulação conjunta entre as instituições e ao aumento de unidades disponíveis nas ruas.
O novo sistema unificou parte da resposta às urgências e reorganizou o fluxo de acionamento. Com isso, o encaminhamento de ocorrências passou a ser distribuído entre mais equipes, com maior alcance territorial e reforço no suporte à população.
A expansão fortaleceu o atendimento em municípios fora da região metropolitana, com ampliação da rede e aumento da presença das equipes em áreas antes sem cobertura. Na Baixada Cuiabana, onde a parceria concentra a maior parte dos resultados, o modelo passou a operar com mais recursos humanos, veículos e integração entre os serviços.
O governo aponta que a cooperação tem ampliado a capacidade de resposta em acidentes, ocorrências clínicas e atendimentos emergenciais, com expansão do serviço e redução no tempo de chegada das ambulâncias.