Por: Mateus Lincoln - BSB

DF: Viva Flor atende mais de 1,8 mil mulheres

A iniciativa soma mais de 3.034 atendimentos desde o início do programa | Foto: Divulgação/SSP-DF

O programa Viva Flor, da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, atende atualmente cerca de 1.810 mulheres de forma simultânea e ampliou a rede de proteção a vítimas de violência doméstica e familiar.

Criada em 2017 como projeto-piloto e implementada em 2018, a iniciativa soma mais de 3.034 atendimentos desde o início do programa, sem registros de feminicídio entre as participantes. A expansão foi intensificada a partir de 2023, com melhorias operacionais, uso de tecnologia e integração com órgãos do sistema de Justiça.

Inicialmente acessado unicamente por aplicativo, o serviço passou a incluir, em 2021, um dispositivo próprio de acionamento emergencial, o que permitiu alcançar pessoas sem acesso contínuo à internet ou a smartphones.

Nos anos seguintes, houve uma integração com o Processo Judicial Eletrônico (PJe), o que trouxe mais rapidez na análise dos casos e na resposta às ocorrências.

O atendimento também foi ampliado para unidades da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deams I e II) e, posteriormente, para delegacias circunscricionais.

Com isso, as vítimas podem sair da unidade policial com o sistema de proteção já ativado, o que reduz o tempo entre a denúncia e o início do acompanhamento. A liberação do recurso depende de validação do Judiciário.

A renovação do Termo de Cooperação Técnica envolve a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), a Secretaria da Mulher (SMDF), o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), o Ministério Público (MPDFT), a Defensoria Pública (DPDF) e as forças de segurança. O acordo mantém a atuação conjunta e organiza o fluxo de atendimento.

Dados indicam que 67% das usuárias têm entre 30 e 59 anos, 26% entre 18 e 29 anos e 6% acima de 60 anos. A operação conta com integração ao Copom Mulher da Polícia Militar, responsável por atendimentos prioritários com base no histórico e no nível de risco, o que permite resposta mais rápida e acompanhamento contínuo.