Por: Por Isabel Dourado

Comércio varejista do DF tem alta mensal

O volume de vendas do comércio varejista do Distrito Federal em fevereiro de 2026, teve alta de 1,7% na comparação com janeiro. O resultado representa a maior alta desde outubro do ano passado, e o DF supera a média nacional, de 0,6%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O economista Ciro de Avelar destaca que o setor varejista tem muita relevância no DF e que o crescimento de 1,7% chama atenção. Segundo ele, desde o período pós pandemia a economia de Brasília vinha sofrendo um desaquecimento. "Isso demonstra como o consumo em Brasília, apesar de muito sazonal, no começo do ano, em datas comemorativas e datas específicas como o Dia das Mães, Natal e Black Friday, também tem períodos em que a gente vê um deslocamento maior do consumo no varejo, comparado aos outros indicadores do resto do Brasil", explica.

Na comparação com fevereiro de 2025, o volume de vendas no Distrito Federal apresentou crescimento de 4,8%, sem ajuste sazonal. O desempenho também se mantém positivo no acumulado do ano, com alta de 5,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o avanço foi de 4,1% na comparação com os 12 meses imediatamente anteriores.

Entre os oito segmentos evidenciados na pesquisa, o DF registrou destaque no segmento de outros artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 18,7%. Esse grupo tem registrado crescimento desde abril do ano passado. Em seguida, aparece o segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, que registrou alta de 11,0% e está em elevação desde maio de 2025.

O setor de móveis e eletrodomésticos registrou crescimento de 10,7%, marcando a segunda alta consecutiva. Já os hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo marcaram um avanço de 5,7%, mantendo tendência positiva desde abril de 2025. "Isso demonstra como é importante continuar incentivando a economia de Brasília, tanto para que o fluxo de dinheiro possa continuar circulando, como também para que isso possa gerar mais oportunidades de emprego e incentivo de financiamento para os empresários."

Redução

O levantamento mostrou que quatro grupamentos apresentaram declínio no volume de vendas no mesmo período. Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com queda de 40,6%. Em seguida aparece o setor de tecidos, vestuário e calçados que caiu 8,0%, combustíveis e lubrificantes tiveram redução de 4,4%. Já o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria teve queda de 2,6%.