Goiás alcançou a primeira posição entre os estados no Índice de Atividade Econômica (IBCR), segundo o levantamento divulgado pelo Banco Central (BC) e conforme análise publicada pela Agência Goiás de Notícias.
O resultado reflete o desempenho registrado ao longo de 2025, quando também houve queda na desocupação e aumento na renda. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de desocupação no estado foi de 4,6%, a menor desde o início da série histórica, em 2012.
Segundo o governo goiano, o avanço é acompanhado por crescimento contínuo em diferentes áreas desde 2019. No acumulado de 2025, o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) apontou alta de 4,4%, acima da média nacional de 2,5%, além de 17 meses seguidos de expansão.
O indicador funciona como prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que também apresentou resultado positivo, com aumento de 3,9% entre janeiro e novembro do mesmo ano, com destaque para a agropecuária.
A produção industrial também teve desempenho superior à média do país. Em 2025, o setor cresceu 2,4%, enquanto o índice nacional foi de 0,6%.
No mercado de trabalho, além da menor taxa de desocupação, houve aumento no rendimento médio, que chegou a R$ 3.437 no 2º trimestre, e na massa salarial, que atingiu R$ 13,3 bilhões, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).
Os dados mais recentes do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) indicam a continuidade desse movimento. Em janeiro de 2026, foram registrados mais de 10,7 mil novos postos formais.
No setor mineral, o estado tem ampliado a exploração e exportação de terras raras, concentrando cerca de 25% da disponibilidade mundial desses elementos e reúne projetos voltados à industrialização dessa cadeia, com impacto na geração de oportunidades econômicas.
Em Itumbiara (GO), a Weichai anunciou cerca de R$ 100 milhões para instalação de centro de montagem e distribuição de motores. Em Catalão (GO), a John Deere prevê R$ 700 milhões para ampliar a fábrica, com estimativa de 400 empregos. Já em Anápolis, a Ambev investiu R$ 150 milhões na expansão da produção, com 200 vagas diretas.
O governo estadual informou que tem ampliado relações com outros países para buscar recursos e tecnologias. Missões internacionais resultaram em acordos nos setores de mineração, energia, indústria e tecnologia, contribuindo para a diversificação da economia local e o fortalecimento da atividade produtiva.