Por Isabel Dourado
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) apresentou, nesta quarta-feira (1º) os primeiros resultados do programa DF 360 - Segurança Integral. O programa foi lançado no final de fevereiro deste ano e integra imagens de câmeras privadas e de órgãos públicos em uma única plataforma tecnológica. A estrutura atual conta com 1.712 câmeras, sendo 1.371 da Secretaria de Segurança, 151 de órgãos públicos parceiros e 174 de estabelecimentos privados. A tecnologia permite a análise em tempo real e acesso pela Polícia Militar do DF, do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Civil. O monitoramento ocorre 24 horas por dia no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob).
A iniciativa permite que as forças de segurança acessem as imagens também por meio das Centrais de Monitoramento Remoto (CMRs). Até este momento, o programa de videomonitoramento já auxiliou a prender 30 pessoas com mandados de prisão em aberto, recuperou mais de 60 veículos furtados e ajudou a localizar 17 pessoas desaparecidas. O videomonitoramento urbano é uma ferramenta importante na prevenção de crimes e no monitoramento de áreas vulneráveis.
O Secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, afirmou que a SSP-DF deve ampliar ainda mais o número de câmeras nas regiões. "Além das imagens captadas por equipamentos instalados em áreas públicas pelas 1.350 câmeras da SSP-DF, passamos a incorporar, de forma estratégica, câmeras privadas, ampliando o alcance da vigilância e potencializando a capacidade de prevenção e resposta a ocorrências em todo o território do DF", explica.
Gustavo Tarragô, subsecretário de Modernização Tecnológica da SSP-DF, ressalta que a participação da sociedade civil e de empresas aptas a integrar as câmeras contribui para o aumento da capilaridade do programa de videomonitoramento.
"A importância do DF 360 foi trazer recurso tecnológico para utilizar na atuação das forças de segurança. Agora, elas conseguem monitorar em tempo real uma grande área do Distrito Federal. Com a participação de pessoas privadas ou empresas que podem integrar suas câmeras, a gente aumenta essa capilaridade", destaca Tarragô.
O monitoramento é feito de forma integrada e utiliza reconhecimento facial. "O reconhecimento facial não é só para localizar foragidos. Ele também ajuda a encontrar pessoas desaparecidas", destacou o subsecretário.