Goiás registrou 0% no indicador de paralisação de atividades escolares por motivo de segurança em 2024, conforme a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e confirmada pelo Instituto Mauro Borges (IMB).
O resultado indica que nenhuma unidade de ensino precisou suspender ou interromper o funcionamento por esse tipo de ocorrência no período analisado.
O levantamento também mostra diferenças entre os estados. Rio de Janeiro aparece com 25,6% de estudantes afetados por interrupções, seguido por Bahia, com 22%, e Rio Grande do Norte, com 15,9%. Na região Centro-Oeste, além do índice zerado em Goiás, Mato Grosso registrou 2,3%, Mato Grosso do Sul, 4,9%, e o Distrito Federal, 7%.
Outro dado trata do deslocamento entre casa e escola. Em Goiás, 10,7% dos alunos de 13 a 17 anos deixaram de frequentar as aulas por sensação de insegurança no trajeto em 2024. O percentual coloca o estado na 4ª posição entre os menores índices.
O resultado fica atrás de Santa Catarina, com 8,2%, Rio Grande do Sul, com 10,0%, e Rio Grande do Norte, com 10,6%.
O índice goiano também está abaixo da média nacional, que alcançou 12,5%, com a diferença de 1,8 ponto percentual. Na comparação com 2019, houve redução de 1,0 ponto percentual em Goiás nesse indicador.
No mesmo intervalo, o cenário nacional apresentou aumento de 0,9 ponto percentual, segundo os dados da pesquisa. Os números apontam mudanças tanto no ambiente interno das unidades quanto no entorno.
Segundo o governo, a ausência de interrupções e a redução no indicador de insegurança no trajeto indicam melhora em relação a anos anteriores.
A PeNSE é realizada com estudantes da educação básica e reúne informações sobre saúde, comportamento e condições de vida. O levantamento serve de base para acompanhamento de políticas públicas e análise de indicadores educacionais no país.
As informações também permitem comparar realidades regionais. No caso goiano, para o governador Ronaldo Caiado (PSD), os resultados colocam a unidade federativa entre aquelas com menores registros ligados à segurança no contexto escolar.
O conjunto de dados divulgado em 2024 amplia o histórico de medições iniciadas em edições anteriores da pesquisa.
A análise considera respostas de alunos sobre experiências vividas no ambiente de ensino e no percurso até a escola.
A divulgação dos resultados do estudo ocorre em nível nacional e integra estudos periódicos conduzidos pelo IBGE.