Mato Grosso do Sul receberá a vacina contra a chikungunya como parte da estratégia piloto do Ministério da Saúde (MS), após a solicitação formal feita pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS), motivada pelo aumento de casos em Dourados, especialmente em áreas indígenas.
O imunizante, aprovado pela Anvisa e em fase 4 de monitoramento, será aplicado inicialmente na população indígena, com treinamento específico para os profissionais que atuam diretamente nos territórios.
A escolha de Dourados como área prioritária segue critérios do Ministério da Saúde, considerando situação epidemiológica, capacidade operacional e estrutura de vigilância.
O Instituto Butantan realizará capacitação adicional para equipes de sala de vacina no estado, com agenda prevista para a próxima semana, reforçando a organização da rede de imunização e a logística de armazenamento e distribuição das doses.
A inclusão de Mato Grosso do Sul na estratégia nacional decorre de planejamento técnico antecipado da SES-MS, que estruturou resposta consistente para garantir participação no programa e ampliar a proteção da população.
A cidade enfrenta aumento de casos tanto na área urbana quanto nas reservas indígenas, com impacto direto sobre a rede de saúde pública municipal.
Dados da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) indicam que, até o último dia 19, houve 936 casos prováveis, 274 confirmados, 90 atendimentos hospitalares, três internações e quatro óbitos.
A situação se concentrou nas aldeias Jaguapiru II, Bororó I, Bororó II e Jaguapiru I.
O prefeito de Dourados, Marçal Filho (PSDB), decretou situação de emergência, na sexta-feira (20), para viabilizar acesso a recursos do MS, com base na Lei Federal nº 13.301, permitindo medidas de vigilância em saúde diante de risco iminente.
A decisão ocorreu após reunião com autoridades municipais, estaduais e federais, com planejamento das ações de campo e organização das equipes de atendimento. O decreto reforça a resposta local, ampliando monitoramento, atendimento, prevenção, fiscalização e logística para aplicação do imunizante.
O início da vacinação integra esforços entre prefeitura, SES-MS, MS e Instituto Butantan, dentro de estratégia restrita e monitorada, com expectativa de expansão futura pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O plano busca reduzir casos, proteger grupos vulneráveis e fortalecer o controle da chikungunya em Mato Grosso do Sul, mantendo atenção à capacidade da rede de saúde, à proteção da população indígena e urbana afetada e à continuidade do monitoramento epidemiológico.