Campo Grande (MS) iniciou 2026 com 546 novas empresas abertas em janeiro, conforme dados do Boletim Econômico do Observatório de Desenvolvimento Econômico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades).
O total representa parte relevante das 1.254 constituições registradas em Mato Grosso do Sul no período e mantém o município na primeira posição estadual em registros empresariais.
O levantamento indica que o setor de Serviços respondeu por 427 formalizações, o equivalente a 78,31% do total. O Comércio registrou 106 novos estabelecimentos, com 19,4%, enquanto a Indústria somou 13 inscrições, o que corresponde a 2,23%.
Os números mostram predominância das atividades voltadas à prestação de serviços e expansão gradual de outros segmentos.
O mercado de trabalho também apresentou resultado positivo no início do ano. A Fundação Social do Trabalho (Funsat) ofertou 1,1 mil vagas na primeira semana de janeiro. Até o dia 26 daquele mês, o total chegou a 1,2 mil oportunidades em diferentes áreas e níveis de qualificação.
No cenário estadual, Mato Grosso do Sul fechou o 4º trimestre de 2025 com taxa de desemprego de 2,4%, a menor da série histórica. No município, o índice foi de 3,1%, colocando a cidade entre as quatro capitais com menores taxas de desocupação.
Para março, a previsão é de impacto na economia local com a realização da Cop15, que deve reunir mais de 3 mil participantes.
A estimativa é de geração de vagas temporárias e aumento da demanda por serviços.
Ainda este ano
Entre os investimentos previstos para 2026 está a reforma do Aeroporto Internacional, com aporte estimado em R$ 300 milhões. Também estão anunciadas a ampliação do Shopping Campo Grande, com previsão de 150 novas lojas, a revitalização da antiga Rodoviária e a implantação da Casa do Comércio no centro.
No campo do crédito, o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) aprovou R$ 129 milhões em financiamentos na primeira reunião do ano. A expectativa é disponibilizar até R$ 3,5 bilhões ao longo de 2026 para apoiar atividades empresariais e rurais.
De acordo com a Semades, os indicadores refletem medidas voltadas à simplificação de processos, estímulo à formalização e planejamento urbano.
Mesmo diante da taxa básica de juros em 15% ao ano e da variação inflacionária registrada em janeiro, os dados apontam manutenção do ritmo de expansão econômica, segundo a pasta.