Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com saldo positivo na geração de empregos formais, impulsionado principalmente pelos setores de construção e serviços.
O estado contabilizou 419,4 mil admissões e 399,7 mil desligamentos ao longo do ano, resultando em saldo de 19,7 mil postos com carteira assinada.
Os dados constam em relatório da Assessoria Especial de Economia e Estatística da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), elaborado a partir do Painel de Informações do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Com o resultado anual, o estoque de empregos formais chegou a 689,9 mil vínculos ativos, crescimento de 2,91% em relação a 2024. Para a Semadesc, o desempenho reflete a ampliação das atividades produtivas e a manutenção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e à geração de trabalho.
O saldo positivo de 2025 foi registrado em todos os grandes grupamentos de atividades.
A construção apresentou o maior resultado no acumulado do ano, com saldo de 5,8 mil vagas. Em seguida aparecem serviços, com 4,8 mil postos, indústria, com 4,5 mil, comércio, com 3,2 mil, e agropecuária, com 1,2 mil empregos formais.
Apesar do resultado anual favorável, dezembro apresentou retração no mercado de trabalho. Foram registradas 22 mil admissões e 33,3 mil desligamentos, o que resultou em saldo negativo de 11,2 mil empregos formais.
Em relação a novembro de 2025, houve redução de 24,72% nas contratações e aumento de 9,88% nas demissões. Na comparação com dezembro de 2024, os dados indicam queda de 3,39% nas admissões e redução de 10,97% nos desligamentos.
Ainda assim, o saldo mensal apresentou recuo de 22,83% frente ao mesmo período do ano anterior, mantendo o comportamento típico de desaceleração observado no fim do ano.
Para a Semadesc, mesmo com o resultado negativo em dezembro, o desempenho acumulado confirma a trajetória de crescimento do mercado de trabalho formal em 2025, com saldo positivo em todos os setores.
O relatório também aponta a existência de vagas abertas que não foram preenchidas ao longo do ano, indicando potencial de expansão do emprego formal.
A análise destaca que a principal dificuldade está relacionada à disponibilidade de mão de obra qualificada. O cenário reforça a necessidade de ações voltadas à formação profissional, à inserção de jovens e mulheres no mercado de trabalho e à atração de trabalhadores de outros estados.