A Polícia Penal de Goiás (PPGO) registrou, pelo sétimo ano consecutivo, redução nos principais indicadores negativos das unidades prisionais do estado, conforme dados divulgados na Agência Cora Coralina.
O balanço do controle carcerário aponta uma queda expressiva em ocorrências como apreensão de celulares, motins, entrada de drogas e flagrantes de visitantes com materiais ilícitos.
As informações consideram o período de 2018 a 2025 e indicam diminuição consistente da criminalidade dentro do sistema penitenciário goiano.
Em números
No caso dos celulares, a retração chegou a 99,5%. Em 2018, foram apreendidos quase 6,2 mil aparelhos. Em 2025, esse mesmo registro caiu para 28.
De acordo com o levantamento da PPGO, parte desses dispositivos foi interceptada ainda na tentativa de entrada nas unidades, antes de chegar às celas.
As abordagens ocorreram durante revistas de visitantes, arremessos externos e uso de drones. As unidades sob gestão da Polícia Penal não possuem pontos de energia elétrica, o que também limita o uso desses equipamentos.
O número de motins também apresentou recuo relevante no intervalo analisado. Em 2018, foram registrados 43 episódios. Em 2025, ocorreram 2 casos, o que representa redução de 95,2%.
A apreensão de entorpecentes seguiu a mesma tendência.
O volume caiu de 175 kg para 2,2 kg, diminuição de 98,7% no período. Outro indicador em queda foi o de visitantes flagrados com objetos proibidos ao tentar acessar os presídios.
Em 2018, foram contabilizados 350 registros desse tipo.
Em 2025, o total foi de 2 ocorrências, redução de 99,4%. De acordo com o balanço, parte dos celulares e das drogas apreendidos anteriormente tinha relação direta com essas tentativas de entrada, o que contribuiu para a diminuição dos demais índices.
A instalação de equipamentos de revista corporal é apontada pela PPGO como um dos fatores que reforçaram o controle nas unidades. Todos os 85 presídios do estado contam com scanners corporais em funcionamento.
O investimento do governo de Goiás na locação dos últimos equipamentos soma R$ 22,9 milhões, com um contrato previsto para a duração de cinco anos.
O levantamento da Polícia Penal também destaca os investimentos em infraestrutura realizados nos últimos sete anos.
Nesse período, foram criadas 2.490 vagas prisionais, com aplicação de R$ 194 milhões. Para este ano, a previsão é a entrega de mais 1 mil vagas no sistema penitenciário estadual, com aporte estimado em R$ 90 milhões.