Mato Grosso passou a ocupar a segunda posição entre os estados com menor desigualdade de renda do Brasil, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
O levantamento, conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), mostra o avanço em relação a 2024 e posiciona o estado atrás apenas de Santa Catarina. O indicador integra o pilar de Sustentabilidade Social, no qual Mato Grosso aparece na 9ª colocação nacional entre as 27 unidades da federação.
A desigualdade de renda é um dos 16 indicadores analisados nesse pilar, que avalia ações voltadas à redução de vulnerabilidades sociais. O estudo considera fatores que vão além do rendimento, como saúde, pobreza, moradia, saneamento, proteção à infância e acesso ao trabalho formal, com foco na autonomia da população e no acesso a direitos básicos.
No resultado geral do ranking, Mato Grosso manteve a 10ª posição entre os estados, considerando os 10 pilares avaliados pelo estudo. A análise inclui Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.
Ainda de acordo com a Sedec-MT, o levantamento aponta que o estado se destaca em solidez fiscal, capital humano e crescimento potencial da força de trabalho, ocupando a 3ª posição nesses indicadores.
Mato Grosso também lidera o ranking nacional em volume de crédito, que mede a capacidade de financiamento da economia e o acesso a recursos para investimento e consumo.
A solidez fiscal coloca os mato-grossenses entre os três melhores do país, ao lado do Espírito Santo e do Maranhão.
Esse indicador, conforme informado pela Sedec, avalia equilíbrio orçamentário, controle de despesas com pessoal, resultado primário, liquidez e capacidade de investimento. O desempenho fiscal influencia a credibilidade do estado e amplia a margem para investimentos públicos.
No pilar de Potencial de Mercado, o destaque está no volume de crédito, fator associado à expansão das atividades econômicas e ao fortalecimento do setor produtivo. Além disso, o ranking também aponta boas perspectivas para o crescimento da força de trabalho, indicando condições favoráveis à expansão econômica nos próximos anos.
O Ranking de Competitividade dos Estados é divulgado anualmente e compara políticas públicas, ambiente econômico e capacidade de gestão dos governos estaduais, com base em dados e indicadores padronizados.