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DF amplia vacinação contra gripe até 31 de janeiro

Por Isabel Dourado

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) ampliou a vacinação contra a gripe até o dia 31 deste mês. Qualquer pessoa com seis meses de idade ou mais que não tenha recebido a vacina em 2025 deve procurar uma sala de vacinação nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para garantir a proteção. Antes o imunizante integrava apenas o calendário de rotina de grupos prioritários.

O objetivo é fortalecer a cobertura vacinal. O estoque atual é de 100 mil doses do imunizante. Segundo a Secretaria, no ano passado foram aplicadas 885 mil doses da influenza no Distrito Federal, alcançando uma cobertura de 55,34%, índice considerado muito abaixo do ideal. As gestantes que são consideradas grupo prioritário apresentaram a menor adesão (28,19%).

Na avaliação do sanitarista e professor do departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), Jonas Brant, a ampliação da oferta do imunizante é fundamental para que outros grupos possam se proteger e evitar o agravamento da doença e de possível evolução para óbito. Isso porque há o surgimento e circulação de outras cepas do vírus da gripe.

"Todos os anos a gente estuda quais são as cepas, os tipos de vírus que estão circulando para poder escolher os que têm maior possibilidade de circular no ano seguinte e incluir na vacina. Então, todos os anos a vacina muda", explica o sanitarista.

Casos grave

De acordo com o sanitarista, o cenário atual é de baixa circulação dos vírus da influenza. Entretanto, ele aponta que há circulação do metapneumovírus (hMPV) e do rinovírus. O metapneumovírus é um vírus respiratório comum e acarreta o que chamamos de resfriados com sintomas leves típicos da gripe como tosse, febre e congestão nasal, mas em casos graves pode desencadear uma pneumonia.

Apesar da baixa circulação do vírus da influenza, Brant reforça que é fundamental que as pessoas estejam protegidas para que não haja agravamento da doença caso a pessoa seja infectada pelo vírus.

"É importante a gente se vacinar para que não haja uma sobrecarga do sistema de saúde. Pois, um dos riscos da não vacinação é a pessoa evoluir para uma doença grave", explica.

Mortalidade

Segundo informações do boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde, em 2025, foram notificados 61 óbitos por influenza no Distrito Federal. O sanitarista Jonas Brant ressalta a necessidade de uma comunicação estratégica, uma ampliação do funcionamento dos postos de saúde e o interesse da população em se vacinar.

"Além de uma boa divulgação da oferta da vacina, também é necessário ampliar o acesso à vacina, ou seja, os horários de funcionamento dos postos de acordo com aquela comunidade."

A Secretaria de Saúde informa que todos podem comparecer a uma sala de vacinação e para receber o imunizante basta apresentar um documento de identificação junto com a Caderneta de Vacinação.