Por: Mateus Lincoln - BSB

GO é segundo estado com os melhores hospitais

Goianos ficaram atrás apenas de São Paulo no ranking | Foto: Iron Braz/Agência Cora Coralina

Dez hospitais públicos de Goiás ligados Sistema Único de Saúde (SUS) e administrados pela rede estadual alcançaram destaque nacional ao integrar o ranking dos 100 melhores estabelecimentos do país, segundo a Agência Cora Coralina.

O resultado considera apenas instituições de atendimento integral ao SUS e coloca a rede goiana atrás somente de São Paulo.

O estudo foi elaborado pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A análise reuniu dados técnicos e operacionais para comparar o desempenho das unidades hospitalares distribuídas em diferentes regiões brasileiras, com foco na oferta de assistência pública e gratuita.

Segundo a Agência Cora, a participação goiana de 10% no total de hospitais selecionados reflete a expansão da estrutura assistencial e a distribuição regional dos serviços. A política de organização da rede buscou ampliar o acesso em áreas fora dos grandes centros urbanos, com abertura de novos pontos de atendimento e reorganização de fluxos para média e alta complexidade.

Entre os critérios utilizados na avaliação estão processos de acreditação, índices de ocupação, mortalidade hospitalar e disponibilidade de suporte intensivo.

A pesquisa também contou com colaboração técnica do Instituto Ética Saúde (IES), Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

A rede estadual conta atualmente com 25 hospitais e seis policlínicas sob gestão direta, o que garante atendimento gratuito em diversas especialidades.

Nos últimos sete anos, os recursos destinados à área somaram R$ 29,9 bilhões, com crescimento anual do orçamento aplicado.

Ainda de acordo com dados da Agência Cora Coralina, entre 2019 e 2025, os investimentos passaram de R$ 2,6 bilhões para cerca de R$ 5,7 bilhões por ano.

Em 2025, a aplicação alcançou 15,08% da receita, acima do mínimo constitucional de 12%.

No mesmo período, o número de hospitais aumentou de 17 para 25, seis policlínicas foram incorporadas à rede e os leitos de terapia intensiva passaram de 267 para 848. O atendimento intensivo, antes restrito a Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia, passou a estar disponível em 24 municípios, ampliando a cobertura territorial.

O levantamento inclui ainda hospitais localizados em outras unidades da federação como, por exemplo, Santa Catarina, Pernambuco, Rio de Janeiro, Paraná, Amazonas, Bahia, Distrito Federal e outras, em diferentes proporções dentro do ranking.