O Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi-DF) informou que, em outubro, houve um comportamento distinto entre locação e comercialização de imóveis usados na capital.
Em 12 meses, os contratos de aluguel acumularam alta de 8,13%, índice superior à inflação local e a outros indicadores econômicos. No mesmo período, os preços praticados na revenda tiveram variação menor, influenciados pelo custo elevado do financiamento e pela oferta mais limitada de crédito.
Ainda segundo o Secovi, a valorização dos aluguéis superou índices como o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), que registrou 6,58%, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de Brasília, com 4,80%, e o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que acumulou 2,82%.
Já o valor médio de venda no mercado de usados avançou 2,38% no intervalo analisado, indicando estabilidade em comparação ao ritmo da locação.
Para o presidente do sindicato, Ovídio Maia, o desempenho mais intenso do aluguel está associado a mudanças no perfil das famílias e à dificuldade de acesso ao financiamento imobiliário. Para o Secovi, com juros elevados, parte dos consumidores adia a compra do imóvel e permanece no mercado locatício, o que pressiona os preços dos contratos e amplia a procura por esse tipo de negociação.
Apesar do avanço mais contido na revenda, o Volume Geral de Vendas (VGV) demonstra crescimento do setor em 2025. Até outubro, o VGV acumulado alcançou R$ 21,17 bilhões, resultado superior ao total registrado em todo o ano de 2024, que somou R$ 20,70 bilhões.
Ainda conforme Maia, o número indica aumento na quantidade de negócios fechados, mesmo em um cenário econômico menos favorável. Para ele, o setor segue ativo, com investidores mantendo interesse no mercado.