O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) realizou, ao longo de dezembro, o 1º Hackathon de Iniciativas em Inteligência Artificial (IA) aplicado ao Processo Judicial Eletrônico (PJe), com foco no desenvolvimento de soluções voltadas à melhoria da tramitação processual.
A iniciativa foi realizada pelo Laboratório de Inovação Aurora, em conjunto com a Secretaria de Tecnologia da Informação (Seti), e integrou a programação do 1º Encontro Nacional de Tribunais Usuários do PJe.
A atividade reuniu equipes de diversos tribunais brasileiros, que atuaram por cerca de dois meses no desenvolvimento de soluções baseadas em automação e inteligência artificial generativa (GenAI), compatíveis com a arquitetura do PJe.
A proposta foi incentivar a criação de ferramentas com aplicação direta no cotidiano do Judiciário, capazes de apoiar rotinas internas e contribuir para a melhoria da prestação jurisdicional.
Ao final do período de desenvolvimento, três iniciativas foram selecionadas.
O primeiro lugar ficou com uma equipe local do TJDFT, que apresentou uma solução voltada à extração automática de informações e ao preenchimento de comunicações processuais.
Enquanto isso, a segunda colocação foi conquistada por um grupo do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), responsável por um microsserviço direcionado à identificação automática de partes e prazos.
Já o terceiro lugar foi ocupado por uma equipe do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), que desenvolveu uma ferramenta para a elaboração automática de minutas de homologação de acordos e também desistências.
As propostas foram analisadas por uma banca composta por representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e de tribunais estaduais, federais e trabalhistas, que avaliaram critérios técnicos, viabilidade de integração ao PJe e impacto no fluxo processual. A cerimônia de encerramento ocorreu de forma virtual, no último dia 12, com a entrega de prêmios tecnológicos fornecidos por empresas parceiras.