O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, estava decidido a manter Ney Ferraz na Secretaria de Economia até que estivessem esgotados todos os seus recursos. Mas Ferraz não resistiu à pressão. Na sexta-feira (1º), ele próprio tomou a decisão de sair do governo e pediu exoneração. Na véspera, como antecipara o Correio da Manhã, o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) pedira a Ibaneis explicações sobre a decisão de, até aquele momento, manter Ney Ferraz. Com a saída de Ferraz, Ibaneis escolheu para a Secretaria de Economia Daniel Izaias de Carvalho.
Ibaneis confirmou que a exoneração foi a pedido. Segundo o governador, seu agora ex-secretário se dedicará à sua defesa. Ferraz foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) por corrupção e lavagem de dinheiro. Ele recorre da condenação no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Cinco dias
Na quarta-feira (30), o Tribunal de Contas do Distrito Federal tinha dado um prazo de cinco dias para Ibaneis se manifestar sobre a manutenção de Ney Ferraz Júnior no cargo.
Ney Ferraz Júnior foi condenado após ser acusado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por conta de ações cometidas quanto ele presidia o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev). A pena imposta pelo TJDFT foi de nove anos e nove meses de prisão em regime fechado.
Quando presidiu o Iprev, entre 2019 e 2022, Ferraz criou um plano de saúde para os servidores. Segundo o MP, ele e sua ex-exposa Emanuela Ferraz teriam cometido irregularidade em contratações e recebido propina. Ferraz nega as acusações. Em nota, afirma ser vítima de “acusações infundadas e injustas”.