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PF mira esquema de R$ 270 milhões que levou mais de 270 brasileiros ilegalmente aos EUA

Operação Chihuahua investiga grupo que cobrava cerca de US$ 20 mil por migrante e utilizava empresas para ocultar recursos; Justiça autorizou bloqueio de até R$ 27 milhões

PF mira esquema de R$ 270 milhões que levou mais de 270 brasileiros ilegalmente aos EUA
Polícia Federal deflagrou a Operação Chihuahua em Minas Gerais para investigar esquema de migração ilegal aos Estados Unidos Crédito: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (6), a Operação Chihuahua contra um grupo suspeito de promover a entrada ilegal de mais de 270 brasileiros nos Estados Unidos. A investigação aponta que a organização movimentou cerca de R$ 270 milhões por meio de sete empresas e cobrava aproximadamente US$ 20 mil por pessoa para organizar a travessia pela fronteira com o México.

A operação cumpre 14 mandados de busca e apreensão em Central de Minas, no interior mineiro. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 27 milhões em bens e valores vinculados aos investigados.

Esquema comandado por irmãos

Segundo a PF, o principal investigado organizava toda a logística das viagens, desde a saída do Brasil por via aérea até a entrada irregular em território americano pelo México.

O suspeito contava com a participação do irmão, apontado como seu braço-direito, além de outros sete investigados. O grupo teria enviado mais de 270 brasileiros aos Estados Unidos entre 2021 e 2024.

Empresas usadas para ocultar dinheiro

As investigações identificaram sete empresas que teriam movimentado aproximadamente R$ 270 milhões no período analisado. Desse total, quase R$ 12 milhões seriam provenientes diretamente do contrabando de migrantes.

A PF também apura o uso de empresas de fachada e mecanismos de lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos recursos.

Além das buscas, os agentes trabalham para cumprir 16 mandados destinados à apreensão de veículos submetidos a sequestro judicial.

Os nomes dos investigados não foram divulgados. Até o momento da apuração, a Polícia Federal não havia informado prisões relacionadas à operação.