Sob o tema “Soberania: a força que une o Brasil”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, na manhã desta segunda-feira (7), do desfile cívico-militar em comemoração aos 204 anos de Independência do Brasil, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Lula esteve acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de ministros do governo.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB) e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, também compareceram ao desfile. Fachin foi o único ministro da Corte presente na cerimônia, em meio à crise envolvendo o STF. No ano passado, nenhum ministro do Supremo participou das comemorações do 7 de setembro.
Neste ano, o desfile foi organizado em torno de três eixos temáticos: soberania nacional, enfrentamento à violência contra as mulheres e Copa do Mundo Feminina de 2027. A programação também contou com o tradicional desfile das tropas das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica). A cerimônia teve duração de duas horas.
Soberania nacional em evidência
A soberania nacional foi um dos temas centrais da cerimônia. Em pronunciamento do 7 de Setembro, transmitido em rede nacional de rádio e TV, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não é nem será “colônia de ninguém” e defendeu a soberania nacional. A declaração ocorre, principalmente, em meio às tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Lula citou ainda as riquezas do Brasil destacando que possuímos a segunda maior reserva de terras raras do mundo e a maior fonte de água doce. O presidente citou ainda a aprovação, pelo Congresso Nacional, do marco legal dos recursos estratégicos, que segundo ele, permitirá transformar as reservas de minerais críticos e terras raras em desenvolvimento tecnológico, geração de empregos e riqueza para o país.
“Foi aprovado no Congresso Nacional o marco legal que permitirá ao Brasil transformar as enormes reservas de minerais críticos e terras raras em desenvolvimento e riqueza para o povo brasileiro. Por isso, não podemos baixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem transformar o Brasil novamente em colônia. Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”, afirmou Lula no pronunciamento.
Para não ser caracterizado como propaganda eleitoral, o pronunciamento foi autorizado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, que considerou a mensagem de interesse público.
Segurança reforçada
O planejamento do desfile contou com ações coordenadas e sistematizadas para garantir a manutenção da ordem pública e a segurança dos participantes, autoridades, prédios públicos e de todos que irão acompanhar a celebração. As linhas de revista preventiva começaram a funcionar às 6h.
O esquema de segurança teve também o reforço de policiamento em toda a região central e a atuação de tropas especializadas. As forças de segurança tiveram como base a estrutura da Cidade Policial, que fica ao lado do Museu da República. Imagens de drones e de câmeras de segurança foram utilizadas para auxiliar o policiamento.
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