A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pediu neste sábado (5) que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, alegue impedimento para atuar em atos relacionados ao Caso Master. A nota da entidade se refere aos procedimentos decorrentes das citações a ele obtidas no âmbito da operação Compliance Zero.
A manifestação aconteceu após a Procuradoria-Geral da República (PGR) instaurar Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar a atuação da PF na elaboração do relatório referente ao material apreendido na operação.
Para a ADPF, a medida é motivo de “indignação e preocupação”. A entidade sustenta que os delegados e servidores responsáveis pelo documento apenas cumpriram determinação judicial, sem liberdade para decidir se produziriam ou não o relatório.
“Dirigir o questionamento a quem cumpriu a ordem transfere aos executores uma controvérsia que não é deles”, diz a entidade.
A ADPF alega que, uma vez que Gonet é citado nominalmente no próprio relatório, independentemente de qualquer avaliação sobre as intenções do procurador-geral, o “efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores”.
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