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TEATRO

A Bailacci Academia de Danças abriu audições em Brasília para a montagem acadêmica do musical "Um Reles Potter", espetáculo inspirado no universo bruxo que propõe uma releitura bem-humorada e irreverente da história, aliando formação artística, experiência de palco e humor para o público. Após o sucesso de produções como "Meninas Malvadas" e "Bom dia, Baltimore!", o projeto selecionará 30 participantes, sendo 25 vagas pagantes e cinco bolsas destinadas a pessoas de baixa renda,e contará com dois elencos alternantes nos papéis principais, ampliando as oportunidades para os artistas ao longo da temporada. As inscrições para a primeira etapa estão abertas e os candidatos selecionados realizarão uma audição presencial no dia 31 de janeiro.

O clássico "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry, ganha vida no palco do Teatro Brasília Shopping em uma adaptação bilíngue, em português e inglês, voltada ao público infantil, que une diversão e aprendizado em uma jornada mágica por planetas e personagens inesquecíveis. Criado e interpretado pela Trupe Trabalhe Essa Ideia, o espetáculo aposta na expressividade e na interação para transmitir, de forma lúdica, lições sobre amizade, empatia e o valor das coisas invisíveis aos olhos, proposta que, segundo a diretora Paula Hesketh, busca fazer com que as crianças se divirtam enquanto entram em contato com um novo idioma e se emocionam com a história atemporal. A montagem integra a programação da Mostra Teatral de Brasília, produzida pela Estrella Cultura e Arte, que ocupa o Teatro Brasília Shopping com uma curadoria diversificada de espetáculos adultos, infantis e juvenis, além de ações de democratização cultural, como ingressos gratuitos e acessíveis.A peça pode ser assistida nos dias 15, 22 e 29 de janeiro, sempre às 16h.

Com título inspirado em um tabloide sensacionalista e conhecido por suas manchetes exageradas, "Notícias Populares" é uma das peças mais emblemáticas da Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo e será apresentada em sessões únicas no Teatro Royal Tulip. Concebido para satirizar a busca desenfreada da mídia por audiência e a espetacularização dos fatos cotidianos, o espetáculo estreou em 1997, no Teatro Sesc Garagem, e marcou um ponto de virada na trajetória do grupo em 2006, quando uma de suas cenas foi exibida no "Programa do Jô", impulsionando sua circulação por todo o país. Estruturado em esquetes, o enredo se desenvolve a partir das notícias anunciadas em um telão pela âncora abordando temas como cotidiano, drama, personalidades, entretenimento e política em cenas marcadas por humor afiado. peça ficará em cartaz apenas neste final de semana, 17 e 18 de janeiro de 2026, sábado, às 20h e domingo, às 19h30.

Nany People inicia 2026 em clima de celebração e apresenta, pela primeira vez em Brasília, o espetáculo "Ser Mulher Não é Para Qualquer Um - O Espetáculo", no dia 24 de janeiro, às 20h, no Teatro CAESB, como parte das comemorações de seus 60 anos de idade, 50 anos de carreira e 30 anos de trajetória na televisão. Baseada em sua biografia recém-lançada, a peça reúne relatos, histórias, causos e inspirações da vida pessoal e artística da atriz e humorista, apresentados com humor e sensibilidade, em texto de Flávio Queiroz e direção artística e conceitual de Marcos Guimarães. Com o auxílio de projeções e números musicais, o espetáculo percorre a trajetória da artista mineira, hoje um dos maiores ícones do humor brasileiro, e reforça, em meio ao debate sobre etarismo, que a idade não limita a criatividade e nem a paixão.

"Show de Palhágica" é um espetáculo cênico que transforma o riso em linguagem principal ao mesclar palhaçaria, mágica, teatro e ventriloquia em uma experiência interativa e repleta de encantamento para públicos de todas as idades. Protagonizado por Chouchou, o Palhágico, personagem criado e interpretado por Galileu Fontes, a montagem se estrutura como um show de variedades em que o erro vira poesia e o impossível se transforma em brincadeira, sempre conduzido pelo humor, pela surpresa e pela relação direta com a plateia. Ao lado de seu inseparável coelho de pelúcia Farofa, de língua afiada e humor afetuoso, o artista apresenta uma sequência de números mágicos, cenas cômicas e situações inesperadas que celebram a imaginação, a escuta do momento presente e a arte de fazer rir.

MÚSICA

A turnê Coisas Inúteis, da pianista e compositora brasiliense Iara Gomes, chega a Brasília na segunda-feira, 19 de janeiro, com apresentação no Teatro Carlos Galvão, da Escola de Música de Brasília, marcando o encerramento da circulação nacional do álbum homônimo lançado em 2024, com entrada franca. Ao lado de um quarteto inteiramente feminino, a artista propõe uma fusão refinada entre música instrumental brasileira e jazz contemporâneo, valorizando a criação autoral como espaço de liberdade, escuta e imaginação. Inspirado em reflexões do filósofo Clóvis de Barros Filho, especialmente na obra A Felicidade é Inútil, o projeto parte da ideia de que o sensível, o poético e o subjetivo, muitas vezes vistos como improdutivos, são essenciais à experiência humana, conduzindo o público, ao longo de nove faixas autorais, por atmosferas que transitam entre lirismo, improviso e experimentação, em um convite à escuta desacelerada em meio ao ritmo do mundo contemporâneo.

A partir do dia 17 de janeiro, o Verão R2 ocupa o Na Praia Parque com uma programação musical que reúne artistas de diferentes estilos até 15 de fevereiro, prometendo agitar o público ao longo da temporada. A abertura do festival será marcada pelo show "Dominguinho", com João Gomes, Mestrinho e Jota.pê, em uma atmosfera que remete à "vibe de um domingo", embalada por muito forró e pelo pôr do sol ao som do trio. O line-up do Verão R2 inclui ainda atrações como Nattan, Matheus e Kauan, Simone Mendes, Léo Foguete, Léo Santana, Felipe Amorim, Mochakk, Kevin O Cris, MC Cabelinho, Os Garotin, Matheus Fernandes, Bloco Eduardo e Mônica.

LITERATURA

A escritora e multiartista maranhense Lília Diniz lança, neste sábado, 17 de janeiro, no Balaio Café da UnB, a partir das 17h, o livro "Vozes de Mussambê", nono título de sua carreira literária, reunindo 23 contos inspirados em narrativas reais marcadas pela violência, especialmente vivida por mulheres, com entrada franca. Integrante da Academia Imperatrizense de Letras e da Academia de Letras do Brasil Seção DF, a autora transforma relatos e experiências próprias em literatura que não suaviza as dores, mas as ilumina como forma de memória, respiro e resistência. O título faz referência ao mussambê, arbusto medicinal usado como expectorante na medicina popular, metáfora que atravessa a obra ao sugerir a expulsão do que sufoca para que se possa voltar a respirar, assim como as personagens encontram na palavra um meio de nomear silêncios, liberar dores antigas e abrir espaço para o renovo.