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Ciclone‑bomba pode se formar nesta sexta e coloca Sudeste em alerta para ventos de até 110 km/h

Sistema que atua sobre o Atlântico Sul pode evoluir para um ciclone-bomba nas próximas horas. Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais estão entre as áreas com maior risco de ventania, chuva forte e mar agitado.

Ciclone‑bomba pode se formar nesta sexta e coloca Sudeste em alerta para ventos de até 110 km/h
Ventania provocou queda de árvore em Angra dos Reis, deixou mortos e feridos em toda a região metropolitana, além de interromper o fornecimento de energia. População de alguns bairros, principalmente da Baixada Fluminense chegaram a fica 5 dias sem energia elétrica Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Depois dos estragos provocados pela ventania que derrubou árvores, deixou bairros sem energia e mobilizou equipes de emergência no Rio de Janeiro na última semana, uma nova mudança brusca no tempo coloca o Sudeste em alerta nesta sexta-feira (7). Um ciclone extratropical que atua sobre o Atlântico Sul pode evoluir para um ciclone-bomba, favorecendo rajadas de vento de até 110 km/h entre o litoral de São Paulo e o sul fluminense, além de chuva intensa e ressaca.

O avanço de um ciclone extratropical sobre o Atlântico Sul pode provocar um dos dias de maior instabilidade climática do ano no Sudeste. A previsão indica que esta sexta-feira (7) será marcada por rajadas de vento que podem atingir até 110 km/h, além de chuva intensa, ressaca e risco de queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia.

Segundo meteorologistas, o sistema ainda pode evoluir para um ciclone-bomba, caso a pressão atmosférica em seu centro apresente uma queda acelerada nas próximas horas. Embora o fenômeno permaneça sobre o oceano, seus efeitos devem ser sentidos principalmente no litoral e em áreas do interior do Sudeste.

As regiões mais afetadas devem ser o litoral de São Paulo, Serra do Mar, Vale do Paraíba, Costa Verde e o sul do estado do Rio de Janeiro, onde as rajadas podem variar entre 90 e 110 km/h.

Na capital fluminense, os ventos podem alcançar 90 km/h, com possibilidade de intensificação em áreas litorâneas e serranas. A mudança no tempo também deve provocar chuva forte em curtos períodos, descargas elétricas e queda acentuada das temperaturas ao longo do fim de semana.

Em Minas Gerais, o sul do estado e a Zona da Mata estão entre as áreas com maior risco de ventania, com rajadas previstas entre 70 e 80 km/h.

De acordo com especialistas, os impactos no Sudeste não serão provocados pela passagem direta do ciclone, mas pela combinação entre a frente fria, o contraste de pressão atmosférica e o encontro de uma massa de ar frio com o calor que predominava na região. Essa configuração favorece ventos intensos e aumenta o potencial para transtornos.

Rio de Janeiro retoma acordo com Fundação Cacique Cobra Coral

A Prefeitura do Rio de Janeiro oficializou a renovação do convênio com a Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC) em meio ao alerta para ventos fortes que atingem o estado nesta sexta-feira (7). Publicado no Diário Oficial do Município, o acordo garante a parceria entre a entidade e a Fundação Instituto de Geotécnica do Município (Geo-Rio) pelos próximos 25 anos, com validade até 2051.

A publicação ocorre justamente quando o Rio de Janeiro enfrenta a chegada de uma frente de mau tempo, com previsão de rajadas intensas de vento e risco de transtornos em diversas regiões. Diante do cenário, ao menos 13 municípios suspenderam as aulas como medida preventiva a pedido do atual prefeito Eduardo Cavaliere na noite de quinta-feira (6) por volta das 20h. Na publicação, escolas das redes municipais não funcionariam nesta sexta-feira.

Segundo o termo de cooperação, o convênio tem como objetivo promover o intercâmbio e a difusão de informações para possibilitar a prestação de assistência técnica meteorológica. O documento também estabelece a cooperação entre a Geo-Rio e a Fundação Cacique Cobra Coral, conhecida por afirmar que realiza intervenções espirituais para reduzir os impactos de fenômenos climáticos extremos, alegações que não são reconhecidas pela comunidade científica.

A orientação é que a população evite permanecer sob árvores, estruturas metálicas, placas de publicidade e áreas sujeitas à queda de objetos durante a passagem das rajadas. O mar também deve permanecer agitado entre esta sexta-feira e o domingo (9), elevando o risco de ressaca no litoral do Sul e do Sudeste.