Por: Da Redação

IA avança na saúde e apoia decisão de médicos

A inteligência artificial vem deixando de ser promessa para se tornar uma aliada concreta da medicina. No Brasil, onde o sistema de saúde convive com sobrecarga de atendimentos, escassez de especialistas e desigualdade no acesso, soluções baseadas em IA começam a ocupar um espaço estratégico: apoiar médicos na análise de dados clínicos, acelerar diagnósticos e orientar condutas com base em evidências científicas. É nesse contexto que surge a Doutora M.ia, uma inteligência artificial desenvolvida para atuar como suporte à decisão médica.

A tecnologia funciona como um ecossistema de agentes digitais que reúne mais de 30 especialidades — da pediatria à geriatria, passando por cardiologia, psiquiatria e clínica médica — e pode ser acessada a qualquer hora, pela internet, em diferentes dispositivos.

Na prática, o profissional de saúde insere sintomas, dúvidas clínicas ou resultados de exames no sistema e recebe, em segundos, respostas fundamentadas em diretrizes oficiais, protocolos reconhecidos e literatura científica atualizada. Todas as recomendações vêm acompanhadas de referências e indicação do nível de evidência, o que permite ao médico avaliar criticamente as informações antes de aplicá-las ao paciente.

Segundo Gabriel Alencar Coelho, CEO da Hospcom — empresa brasileira do setor hospitalar responsável pelo desenvolvimento da solução —, o objetivo não é substituir o médico, mas ampliar sua capacidade de decisão.

"A inteligência artificial não ocupa o lugar do profissional de saúde. Ela reforça sua importância ao oferecer apoio técnico rápido e confiável, especialmente em cenários de alta demanda, onde o tempo e o acesso à informação fazem diferença. A Dra M.ia foi idealizada pela a hospcom em parceria com a Genesis Inteligência Artificial", afirma.

Além do uso por médicos experientes, a ferramenta tem ganhado espaço entre residentes e estudantes de medicina, especialmente durante plantões e atendimentos de urgência, quando consultas rápidas sobre protocolos, interações medicamentosas ou dosagens são frequentes. Para hospitais, a tecnologia também pode contribuir para a redução de burocracias, ao automatizar parte da documentação clínica e otimizar fluxos de trabalho.

Outro ponto central no debate sobre IA na saúde é a segurança da informação. De acordo com a empresa, a Doutora M.ia opera em ambiente 100% privado, com foco na proteção de dados sensíveis e em conformidade com exigências de confidencialidade médica.