O advogado criminalista Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco, de 51 anos, foi encontrado morto na madrugada de quarta-feira (1°), em Higienópolis, região central de São Paulo.
Pacheco era sócio-fundador do Grupo Prerrogativas, coletivo de advogados progressistas criado em 2014 com atuação em São Paulo e outras capitais.
Considerado um dos maiores advogados criminalistas do país, Pacheco teve entre as atuações de maior repercussão a defesa do ex-deputado federal José Genoíno (PT) durante o escândalo do mensalão.
O advogado estava desaparecido desde a noite de terça-feira (30), quando foi registrado um boletim de ocorrência em uma delegacia da Polícia Civil de São Paulo.
Na madrugada de quarta-feira (1º), a polícia foi acionada por pessoas que relataram ter visto um homem passando mal na rua, apresentando dificuldade para respirar. Ele foi socorrido pelo Samu e levado ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu. O caso foi registrado como morte súbita pelo 78º Distrito Policial.
Pacheco estava apenas com as roupas do corpo, sem celular ou documento. Por isso, foi realizado um exame papiloscópico, que permitiu sua identificação.
Carreira
Com mais de 30 anos de atuação, Pacheco era reconhecido por sua defesa das prerrogativas da advocacia e do direito de defesa. Ele iniciou a carreira em 1994, no escritório do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, onde se tornou sócio em 2000.
Além disso, ele também era conselheiro estadual da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP).
“Ao longo de mais de 30 anos de carreira, Luiz Fernando Pacheco marcou a advocacia por sua atuação sempre muito firme na defesa de direitos da advocacia e de toda a sociedade, sem se intimidar com medidas ou decisões monocráticas dos Tribunais Superiores”, afirmou a OAB-SP, em nota.